Suframa diz acreditar que metas industriais devem ser cumpridas

Em: 12 de novembro de 2008
A superintendente Flávia Grosso disse que o PIM (Pólo Industrial de Manaus) sempre deu um exemplo de alta tecnologia, por isso tem enfrentado as crises de cabeça erguida e que agora não será diferente
A superintendente Flávia Grosso disse que o PIM (Pólo Industrial de Manaus) sempre deu um exemplo de alta tecnologia, por isso tem enfrentado as crises de cabeça erguida e que agora não será diferente

Mesmo diante da turbulência econômica no mercado internacional, ocasionada pela crise de crédito imobiliário, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) está confiante de que a indústria local vai conseguir atingir as metas definidas para este ano,entre as quais manter a produção em alta. A superintendente Flávia Grosso disse que o PIM (Pólo Industrial de Manaus) sempre deu um exemplo de alta tecnologia, por isso tem enfrentado as crises de cabeça erguida e que agora não será diferente.
Flávia diz acreditar que o PIM deve continuar com o crescimento apresentado até agora. Até setembro, os indicadores industriais da autarquia apontam incremento de 32% em relação a igual período de 2007. “Quanto aos números de outubro –quando a crise teve início– só a partir de meados deste mês é que iremos ter esse resultado”, disse a executiva, assegurando que o resultado deverá se manter, porque as empresas deram férias coletivas aos seus colaboradores e em cima desse período estudaram o mercado.
A superintendente atribuiu o crescimento do setor industrial nos primeiros nove meses de 2008 ao incremento da economia brasileira, puxada pela política de desenvolvimento do Brasil adotada pelo governo Lula, que, segundo ela, está fazendo uma evolução social. “As camadas mais pobres estão atingindo a classe média-baixa, e esta, por sua vez, está atingindo a classe média, a alta, e assim sucessivamente. Com isso, há um maior poder aquisitivo da população e todas as indústrias crescem”, explicou.
Na opinião de Flávia Grosso, se não houver restrição forte ao crédito, as empresas não terão grandes problemas. Mas se houver, segundo ela, a situação pode ser complicar em 2009, porque os principais pólos (eletroeletrônico, duas rodas e de informática) dependem muito de crédito para vender seus produtos. “O maior consumidor dos produtos da indústria da ZFM (Zona Franca de Manaus) é o mercado brasileiro”, disse.

Exportações em alta

Quanto às exportações do Pólo Industrial de Manaus, Flávia Grosso disse que com o dólar atual –dia 10 fechou em alta de 1,48% cotado para venda a R$ 2,19– e levando em consideração que no pólo de duas rodas a nacionalização média dos produtos chega a 60% e no eletroeletrônicos é superior a 50%, as empresas terão competitividade para aumentar as vendas externas. O crescimento observado nas exportações até setembro foi de 17% em relação a igual período de 2007.

Empresas continuam a investir

A superintendente está apostando na determinação do investidor local, que, segundo ela, demonstrou confiança no modelo ZFM, na penúltima reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa) deste ano, realizada na semana passada, quando o PIM ganhou investimentos globais superiores a US$ 468 milhões por meio da aprovação de 59 projetos industriais e de serviços, entre implantação, ampliação, atualização e diversificação. Flávia disse que não houve redução no número de projetos previamente apresentados. “Isso significa que as empresas vão continuar investindo na ZFM e nós vamos continuar crescendo”, disse, ressaltando que os projetos aprovados deverão resultar na criação de 1.424 novos empregos diretos a partir desses investimentos.

Injeção de recursos

O fato de o governo do Estado ter antecipado para até o próximo dia 15 o pagamento da segunda e última parcela do 13º salário do funcionalismo público estadual, visando pré-aquecer o comércio para o Natal, foi na opinião de Flávia Grosso uma medida acertada, porque serão injetados um montante de R$ 600 milhões na economia local, somando as folhas dos dois meses, 13º ­salário e férias de parte dos servidores. “Esse recurso vai beneficiar a indústria também”, assinalou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar