Setor projeta que demanda deve permanecer elevada

Em: 11 de novembro de 2008
Mesmo com estimativas de diminuição das taxas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e de recessão em alguns países, o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) projeta que a demanda por minérios continuará elevada
Mesmo com estimativas de diminuição das taxas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e de recessão em alguns países, o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) projeta que a demanda por minérios continuará elevada

Mesmo com estimativas de diminuição das taxas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e de recessão em alguns países, o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) projeta que a demanda por minérios continuará elevada. Isso em razão da esperada continuidade de modernização dos aglomerados urbanos e do aumento dos índices comparativos de habitantes nas cidades versus a população rural.
“A procura pelas commodities minerais não será tão acentuada como se observou nesses últimos cinco anos, porém, continuará significativa”, disse o presidente do Ibram, Paulo Camillo Vargas Penna, ao abrir na capital paraense a Exposibram Amazônia e o 1º Congresso de Mineração da Amazônia (www.exposibram.org.br).
Em mais quatro décadas, a Organização das Nações Unidas projeta que dois terços da humanidade estarão vivendo em áreas urbanas. Somente na China, 800 milhões de pessoas, ou quatro vezes a população brasileira, migrarão para as cidades, o que vai demandar bens e produtos, predominantemente, de base mineral, avaliou o dirigente, citando que a Amazônia poderá vir a ser extremamente beneficiada com a exportação de ­minérios de ferro, de cobre e de alumínio.
“Este é um dos propósitos da Exposibram Amazônia. Mostrar ao Brasil que a Amazônia tem enorme potencial para se tornar um dos principais fornecedores mundiais de minérios, de forma sustentável, por meio da mineração empresarial”, disse.
Paulo Camillo acrescentou que a indústria mineral vai investir US$ 57 bilhões em novos projetos e na ­expansão de minas. “Nessa hora de crise, esta é uma das melhores notícias, ­porém, está em tramitação no Congresso Nacional a proposta de aumentar ­ainda mais a carga tributária do setor, um contra-senso total que, aliado a outros fatores de ‘Custo Brasil’, está provocando adiamento de muitos investimentos”. A Exposibram­ Amazônia acontece até 13 de novembro.

Custo Brasil

O presidente do Ibram explicou que a expectativa das mineradoras era injetar os US$ 57 bilhões até 2012, mas haverá postergação neste prazo, em razão das inseguranças geradas pela crise mundial, bem como iniciativas como a do relatório da reforma tributária. “A proposta do relator Sandro Mabel infla mais a carga tributária do setor, que já é a maior do mundo, conforme o Ibram comprovou em estudo contratado junto à consultora Ernst & Young”, disse. Tomando por base 12 minérios em que o Brasil é competitivo, o país cobra a maior carga tributária para seis; a segunda para cinco; e a terceira maior carga para um minério (confira o estudo no site do Ibram.www.ibram.org.br/sites/700/784/00001719.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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