Supermercados estimam vender 5% a mais no Natal deste ano

Em: 23 de dezembro de 2022
Com custo maior, lucro aumenta nos supermercados

O segmento de supermercado está entre os que mais lucram durante o período de festividades. E nas vésperas do Natal, esse movimento ganha ainda mais força, pois os consumidores lotam os estabelecimentos da capital amazonense. A Amase (Associação Amazonense de Supermercados) estima vender 5% a mais que no Natal deste ano na comparação com o mesmo período de 2021.

O aquecimento dos últimos dias registrado nos supermercados, inclusive com horário ampliado, corrobora com as projeções das entidades representativas do setor.  De acordo com o vice-presidente da Amase, Ralph Assayag, além dos produtos para a tradicional ceia, panetones e bebidas  estão entre os itens natalinos mais procurados. “O fim do ano tem tudo para ter um bom resultado, principalmente puxados pelos panetones, bebidas e chester. Nós não podemos reclamar e estamos otimistas para fechar o ano com números positivos”, projetou. 

Embora a cesta natalina deste ano represente um aumento de 22%, os consumidores estão dispostos a comemorar entre família mesmo que tenham que apostar na substituição de cardápio.

Nessa ótica, o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Marcus Evangelista, diz que a substituição dos produtos, já é uma tendência. Os famosos itens da ceia natalina com certeza estão sendo substituídos pelos amazonenses, o bacalhau é um exemplo desse comportamento, o item tem sido substituído por produtos regionais. 

O vice-presidente da Amase-AM, reiterou que  no ano passado as pessoas foram forçadas a comprar outro tipo de produto mais barato e ainda assim não deixaram de realizar a ceia.  “O consumidor tem mudado a marca predileta de produtos e diminuindo a compra de itens que caibam no seu orçamento por causa da inflação e ainda assim registramos menor consumo”, lembrou. 

Pesquisa

Uma pesquisa da CDC/Aleam (Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) constatou variação de até 84,05% no preço de itens da cesta natalina em Manaus.

O levantamento foi realizado no período de 3 a 5 de dezembro em dez supermercados localizados nas zonas Norte e Leste da capital amazonense. A pesquisa de preços de cestas e aves natalinas considerou todos os produtos listados, independentemente de marca ou valor.

A partir dos dados coletados, foram constatadas variações significativas de preço dos produtos natalinos, entre os quais o do Chester (Perdigão) e o da Ave Supreme (Sadia), cuja diferença de valor chegou a 84,05% e 64,87%, respectivamente, entre os estabelecimentos pesquisados.

Conforme a pesquisa, o quilo do Chester pode ser adquirido por R$ 12,98 (o mais barato) até R$ 31,21 (o mais caro), enquanto que o da Ave Supreme varia de R$ 14,49 a R$ 23,89.

Entre as carnes suínas, o pernil com osso chegou a apresentar diferença de 40,65% no preço do quilo comercializado, variando de R$ 29,90 a R$ 27,99. Já o pernil desossado, a diferença registrada foi de 23,55%, sendo R$ 31 o mais barato e R$ 38,30 o mais caro. Já o preço do tradicional peru de Natal apresentou uma variação em torno de 20,53%, ficando em torno de R$ 20,98 a R$ 25,89, o quilo, dependendo da marca.

De acordo com o presidente da CDC/Aleam, deputado estadual João Luiz (Republicanos), a pesquisa foi realizada com o intuito de subsidiar os consumidores amazonenses no período natalino. “Ao percorrer dez estabelecimentos de Manaus, nosso objetivo foi fornecer aos consumidores informações que possam ajudar a orientar as compras neste período de festas e confraternizações”, justificou João Luiz.

Balanço

Assayag reiterou que 2022 foi um ano favorável para o segmento, especialmente com a inauguração de 45 novos estabelecimentos entre pequeno, médio e grande porte. “Isso representou bastante o varejo alimentício. Devemos fechar com um crescimento acima da inflação entre 2% a 2,5% o que é muito bom. Sabemos que muitas ações vão acontecer em 2023 de integração entre uma empresa e outra”. 

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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