A temporada de cruzeiros marítimos prevista para retomar na segunda quinzena de novembro, vai ampliar o número de contratações temporárias em várias áreas do turismo. Suspensas há mais de um ano, a expectativa é aquecimento no setor. Em todo país a temporada deve gerar mais de R$ 2,5 bilhões na economia e gerar cerca de 42 mil empregos.
Para quem busca uma colocação no mercado não deixa de ser uma oportunidade. A Amazonastur (Empresa Estadual de Turismo do Amazonas), confirmou que a abertura da temporada no Amazonas vai acompanhar o calendário nacional e contará com a chegada do primeiro navio Ocean Explorers. A temporada se estenderá até maio de 2022, com expectativa de 15 navios expedicionários de alto nível. A vinda de turistas de cruzeiro para o Amazonas movimenta mais de 50 segmentos da economia.
O presidente do Sindechrsam (Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares do Amazonas), Gerson Almeida, diz que a temporada de cruzeiros gera em torno de 20% a 30% da mão de obra temporária. Mas como o cenário é outro em razão da pandemia, não dá para estimar uma média do que deve refletir dessa temporada.
Ele diz que já existe uma expectativa em relação ao anúncio, o que é bastante positivo, principalmente para Manaus. “É uma excelente oportunidade para os prestadores de serviços temporários como guias de turismo e recepcionistas, o artesanato de toda uma cadeia. Apesar de considerar que a passagem desses navios traz um reflexo econômico satisfatório para o Estado, há dificuldade de manter essas vagas temporárias em contratações fixas”.
Almeida enfatiza que o setor tem observado o dinamismo dessas contratações, e ressalta que não deixa de ser um alento para quem busca uma recolocação no mercado. Mas ele também frisa sobre a importância dos profissionais serem mantidos pelas empresas após o período sazonal. “A gente espera que as empresas comecem a contratar porque ainda existe um desfalque muito grande de desemprego principalmente na nossa categoria, mas a gente torce para que essas vagas passem de provisórias para efetiva”.
Segundo o presidente da Abih-AM, Roberto Bulbol, há um ano parados, a retomada desses cruzeiros representa uma das primeiras ações para reação do turismo.
“É um recomeço. Não será como em anos anteriores, mas é um período em que movimenta toda a cadeia do setor. E não deixa de ser um destaque para o Amazonas, com divulgação e marketing local. Esse é o grande retorno para o Estado que está precisando refazer a imagem, após estar entre as cidades epicentro da pandemia no Brasil”.
Com o avanço na vacinação, o setor vem se preparando para a volta autorizada em uma portaria assinada pelo governo federal no último sábado (2). A operação nos portos ainda depende da criação de regras em cada município e Estado por onde os navios passarem. A Anvisa vai estabelecer o que será exigido em relação aos protocolos sanitários.
Contratações
A tendência maior do formato de contratação no setor é bem-vinda. E está no bojo das projeções da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário) que espera até dezembro, a oferta de 565 mil vagas temporárias, em todo país, diante das 471.300 vagas de 2020. A entidade projeta um crescimento de vagas pelo setor de serviços o que incluir
“Com o retorno do turismo no segmento de passeios em cruzeiros, a mão de obra temporária tem se mostrado como uma das opções mais assertivas para o momento.
Pois este serviço (mão de obra temporária) geralmente ocupa uma posição sazonal para cobrir o aumento da demanda em tempos festivos, datas comemorativas, contratações de transição ou substituição de um empregado regular em eventos relacionados à licença-maternidade, saúde, férias ou então afastamento”.
“As empresas que organizam os Cruzeiros têm procurado cada vez mais por este nicho de contratação, além de ser benéfico ao empregador, oferece soluções rápidas, de curto prazo e com baixo custo”, considera Jakeline Souza, especialista em carreira e fundadora da Talents Consultoria RH.
Por dentro
O pontapé inicial para temporada está previsto para novembro de 2021 e encerrará em maio de 2022, com a projeção de 27 navios e um pouco mais de 35 mil turistas estrangeiros, os quais com o gasto médio do fluxo que fora em torno de R$ 250/dia, e o abastecimento dos navios de alimentos, água e combustível, deixa na cidade cerca de R$ 30 milhões, em apenas 6 meses. Pode acontecer alteração na programação. A última temporada, em virtude da pandemia de Covid-19, foi cancelada por meio de decreto governamental em março de 2020, para evitar a contaminação e proliferação do vírus.
Na última temporada 2019/2020, foram mais de 7 mil turistas em cinco navios com destino ao Amazonas.
Foto/Destaque: Divulgação







