Terminal pesqueiro já custa 300% a mais do que o previsto

Em: 30 de março de 2010
Com mais este recurso aprovado, no total, o Terminal Pesqueiro irá custar 300% mais caro do que o planejado. Esta obra inacabada é um dos problemas enfrentados pelo setor no Estado
Com mais este recurso aprovado, no total, o Terminal Pesqueiro irá custar 300% mais caro do que o planejado. Esta obra inacabada é um dos problemas enfrentados pelo setor no Estado

O setor pesqueiro do Amazonas, que deveria ser modelo econômico no Estado, por conta do grande recurso hídrico e variedade de peixes que a região possui, continua sofrendo pela falta de investimentos e a precariedade dos sistemas de pesca e armazenagem e ainda de abastecimento e estrutura. A obra que pretendia resolver, pelo menos, parte do problema, o Terminal Pesqueiro que está sendo construído em Manaus, há mais de dois anos, continua inacabada. Orçado em R$ 5 milhões, o Terminal é uma das obras herdadas pela atual prefeitura de Manaus da antiga gestão e já custa aos cofres públicos do município, R$ 14 milhões, no total. Além disso, segundo o vereador Leonel Feitoza (PSDB), um aditivo de R$ 5 milhões foi aprovado pela CMM (Câmara Municipal de Manaus), na última semana.
Com mais este recurso aprovado, no total, o Terminal Pesqueiro irá custar 300% mais caro do que o planejado. Esta obra inacabada é um dos problemas enfrentados pelo setor no Estado. De acordo com o vereador, todos os entraves estão afetando o desempenho da pesca, influenciando, ainda, no aumento constante no preço dos pescados.
“Infelizmente, o povo não pode mais comer peixe porque o preço está absurdo e até hoje não concluíram o terminal pesqueiro, que não é terminal, nem entreposto, é apenas um barracão para armazenar carga”, protestou o parlamentar, lembrando que está chegando o período em que os cristãos vivenciam a Semana Santa e, por tradição, preferem consumir peixes, mas podem encontrar dificuldade em adquirir o produto neste período.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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