Enquanto no resto do Brasil a indústria de embalagens deve fechar o ano desaquecida por conta da crise econômica mundial, segundo dados da Abre (Associação Brasileira de Embalagens) divulgados na última quarta, 17, no Amazonas, o setor termoplástico segue em expansão.
De acordo com os últimos indicadores da Suframa, o segmento fechou o primeiro semestre com faturamento de US$ 997.8 milhões, acréscimo de 14,48% em relação ao primeiro semestre de 2010. Só em junho, o incremento foi 23,78% superior na comparação com igual período do ano passado.
Para o assessor econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas, as fábricas do PIM estão cruzando a crise sem prejuízos por dependerem diretamente do desempenho do mercado nacional, para onde escoa cerca de 90% da produção local.
“O quadro nacional não vai refletir por aqui e caso reflita os efeitos serão bem menores que no resto do país”, avaliou.
Na análise do gerente da Termotécnica em Manaus, Everaldo Santos, os Estados unidos e a Europa representavam uma faixa importante de consumidores. No entanto, a absorção dos produtos pelo mercado interno, conforme explicou, foi o fato que segurou a boa performance do setor.
“É preciso diferenciar recuperação de crescimento. Os bons resultados do ano passado –quando o segmento registrou aumento de 31,04% no primeiro semestre em relação a 2009– coincidiram com a saída da última crise de 2008. Como a economia tinha amargado muitos prejuízos, o incremento pareceu maior. No entanto, os índices deste ano apontam com mais clareza um crescimento real, tanto aqui como no resto do país”, esclareceu.
Além disso, ele destaca a inserção de mais pessoas dentro da classe consumidora como um bom sinal para o setor. “Produtos como Televisão de LCD e máquinas de lavar tendem a baratear dentro de pouco tempo, o que significa que vamos crescer a passos largos ainda”, comemorou.
Capacidade instalada
Ao contrário de Everaldo Santos, que acredita que a capacidade instalada –limite de produção- é suficiente para atender a demanda do mercado, o gerente comercial da Prestige da Amazônia, Bosco Santana, considera que caso continue em expansão, o setor pode sofrer colapso na falta de investimentos para ampliação.
Já para o presidente da Simplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus), Carlos Alberto Monteiro, “é preciso levar em consideração que o excesso de demanda é sazonal. O período de gargalo é entre agosto até meados de novembro, depois volta para uma estabilidade”, ponderou. A expectativa, de acordo com Gilmar Freitas, é de um faturamento recorde para o Polo Industrial este ano. Como as empresas de embalagem acompanham o crescimento do PIM, o segmento certamente vai pegar carona nos bons resultados”, disse.







