O rendimento médio dos assalariados teve ligeiro crescimento de 0,8%, em maio último, em cinco regiões metropolitanas e no Distrito Federal, passando para um ganho médio mensal de R$ 1 241. No entanto, segundo a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), sobre maio do ano passado, em junho, a massa de rendimentos dos assalariados avançou em 11,4% e a dos ocupados, 9,2%.
De acordo com o coordenador da pesquisa pela Fundação Seade, Alexandre Loloian, essa elevação foi motivada basicamente pela alta no nível de ocupação. Na comparação com junho do ano passado, o nível de ocupação aumentou 4,7% no último mês, com a geração de 770 mil postos de trabalho, no conjunto das regiões pesquisadas (São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte e Distrito Federal).
Entretanto, a evolução dos rendimentos médios não foi homogênea ficando mais alta em Belo Horizonte (9,2%). Em seguida, vieram Salvador (9,%) e Distrito Federal (5,5%). Em São Paulo, a alta foi de 2,1% e em Porto Alegre, de 1,3%.
Em maio, a capital mineira apresentava rendimento médio dos ocupados de R$ 1.075,00, 4% a mais do que no mês anterior, enquanto, em Porto Alegre, o teto passou para R$ 1.097,00 (2,8% a mais) e em Salvador, para R$ 930,00 (2,7%). Em São Paulo, o valor permaneceu praticamente estável em R$ 1.222,00 (0,3%). Em duas localidades houve redução: Recife, com R$ 707,00 (-4,5%) e Distrito Federal (-1,2%). No conjunto, a massa foi 1,3% superior de abril último.
Perder forças
A perspectiva otimista do início do ano sobre a economia, principalmente em relação a emprego e renda, começou a perder força. A avaliação é do coordenador de análise da Fundação Seade, Alexandre Loloian, citando as incertezas em relação aos desdobramentos da crise no mercado de crédito dos Estados Unidos, a alta dos preços das matérias-primas (commodities) e da inflação, além da política de aumento dos juros básico em curso pelo Banco Central.
Para ele, o momento de indecisão se traduz na diminuição do emprego no setor privado revelada por meio da PED na região metropolitana de São Paulo, em junho, realizada pela Fundação Seade e o Dieese.
O total de trabalhadores assalariados apresentou leve queda (-0,1%) de maio para junho, resultado da redução do número de empregos no setor privado (-0,7%) e aumento no setor público (4%). A diminuição do emprego no setor privado foi mais intensa entre os que não possuíam carteira de trabalho assinada (-2,1%) do que para os que possuíam (-0,3%).







