Trabalhadores dos Correios vão esperar pelo dissídio no TST hoje

Em: 11 de outubro de 2011
Última tentativa de optar pelo fim da greve antes da manifestação da Justiça termina como há 28 dias
Última tentativa de optar pelo fim da greve antes da manifestação da Justiça termina como há 28 dias

Trabalhadores dos Correios no Amazonas decidiram ontem, em assembleia, manter a greve, ao menos até o julgamento do dissídio coletivo que acontece hoje, no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília.
“Vamos aguardar a decisão do TST. E até sair essa decisão, vamos manter a greve”, pontuou o presidente do Sintect-AM, Afonso Rufino.
Com a greve iniciada há 28 dias, os trabalhadores não conseguiram chegar a um acordo com os Correios. Na última tentativa de acordo, em audiência no TST, no dia 7 de outubro, o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, colocou o pagamento imediato de abono salarial de R$ 600, com aumento real de R$ 60, que começaria a ser pago a partir do dia 1º de janeiro de 2012. Além disso, os seis dias a serem descontados continuaram na proposta, ainda em doze parcelas. A reposição da inflação também não foi alterada, permanecendo os 6,87%.
Para o presidente do Sintect – AM (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Amazonas), Afonso Rufino, um dos prin­cipais fatores que impede o acordo é o des­conto dos dias parados. “Nós não queremos que haja descontos pelos dias paralisados. Essa pro­posta não melhorou em nada em relação à primeira”, pontuou.
O ministro Maurício Godinho Delgado foi sorteado para ser o relator. No total, o dissídio será julgado por nove ministros: João Oreste Dalazen, presidente do TST; Maria Cristina Irigoyen, vice-presidente; Maurí­cio Godinho, relator; An­tônio José de Barros Levenhagen; Dora Maria da Costa; Fernando Eizo Ono; Márcio Eurico Vitral Amaro; Walmir Oliveira da Costa e Kátia Magalhães Arruda.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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