Trabalhadores podem entrar em greve

Em: 13 de maio de 2008
Caso o governo federal e o movimento sindical não cheguem a um acordo em relação proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Caso o governo federal e o movimento sindical não cheguem a um acordo em relação proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Caso o governo federal e o movimento sindical não cheguem a um acordo em relação proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, a greve em diversos setores não está descartada. O alerta é do presidente da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito), Lourenço Ferreira do Prado. “Sempre fazemos votos que não haja greve, mas greve você não pode controlar. Ela vem. Fazemos força para que seja uma campanha salarial sem greve, porque a greve dá muito trabalho para nós e muito problema para todo mundo, inclusive para a sociedade. Esse ano, pode ser que não aconteça greve, mas é uma coisa que nunca se pode descartar”, disse.
Ao participar ontem do segundo dia de debates no Fórum Sindical dos Trabalhadores, em Brasília, Prado disse que as greves acontecem porque os patrões não têm a sensibilidade para atender a reivindicação de seus trabalhadores.
Ele é de opinião que a redução da jornada vai ampliar o mercado de trabalho, com abertura de novos vagas de emprego.
Um dos motivos fundamentais desse evento é ter um apoio forte e em nível nacional para aprovar essa PEC e reduzir de 44 horas a jornada semanal de trabalho para 40 horas. Tivemos, no passado, 48 horas. Passamos para 44 horas na Constituição de 1988 e agora queremos que reduza um pouco mais, em 10%, disse.
De acordo com o sindicalista, trabalhadores com jornada de trabalho inferior a 44 horas também serão beneficiados com redução de cerca de uma hora de serviço diário. “Bancários, por exemplo, que já têm uma jornada de seis horas por dia e 30 horas para o semana, passariam a trabalhar cinco horas por dia e 25 horas semanais, explicou Prado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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