As transações do Brasil com o exterior registraram deficit de US$ 24.33 bilhões em 2009, contra resultado negativo de US$ 28.19 bilhões no ano anterior, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central.
Nessa conta entram o resultado da balança comercial, os gastos do país com serviços, além das remessas de lucros e as transferências unilaterais.
A previsão do BC era que as transações correntes fechassem o ano com deficit de US$ 22 bilhões. Em dezembro, o resultado foi deficitário em US$ 5.94 bilhões, contra US$ 3.11 bilhões em 2008 no mesmo mês.
No ano, o resultado da balança comercial foi superavitário em US$ 25.34 bilhões. A conta de serviços e rendas teve deficit de US$ 52.94 bilhões e as transferências unilaterais registraram superavit de US$ 3.26 bilhões.
Já em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 2.17 bilhões. A conta de serviços e rendas teve deficit de US$ 8.4 bilhões e as transferências unilaterais registraram superavit de US$ 282 milhões.
Investimentos estrangeiros
Os investidores estrangeiros injetaram no mercado financeiro brasileiro US$ 46.15 bilhões em 2009, de acordo com dados do Banco Central.
O investimento total em ações foi de US$ 37.01 bilhões. Outros US$ 9.08 bilhões foram aplicados em renda fixa. O BC previa que o investimento estrangeiro em carteira fechasse o ano em US$ 46.5 bilhões. A grande entrada de dólares nesse setor foi um dos motivos que ajudaram a derrubar a cotação da moeda norte-americana no país.
O resultado do ano foi impulsionado pela entrada de US$ 17.11 bilhões em outubro, grande parte por conta da operação de lançamento de ações do banco Santander.






