Três militares comandam superintendências da Suframa

Em: 23 de fevereiro de 2019
Novos superintendentes adjuntos da Suframa foram escolhidos entre oficiais de alta qualificação e técnico com experiência de casa
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Novos superintendentes adjuntos da Suframa foram escolhidos entre oficiais de alta qualificação e técnico com experiência de casa

O coronel Alfredo Menezes promete uma gestão de qualidade como superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) que, segundo ele, tem condições de resgatar a credibilidade e a importância financeira e econômica vigentes no passado, quando a autarquia foi o principal referencial de competência, geração de novos investimentos e uma maior competitividade de produtos. Pensando nisso, ele destaca ter priorizado a nomeação de mestres e doutores em sua equipe de novos superintendentes adjuntos, que o auxiliarão na  tarefa de fortalecer ainda mais o projeto ZFM.

E para essa meta, Menezes diz que escolheu um time de peso de adjuntos, seguindo à risca as determinações do presidente Jair Bolsonaro (PSL), também um militar reformado que chegou ao mais alto posto da República com a promessa de austeridade, disciplina, rigor e combate à  corrupção. E ainda um desenvolvimento econômico com a aplicação devida e transparente dos recursos públicos. “Segui à risca o que manda o presidente Bolsonaro, que não admite erros e exige muita responsabilidade nas ações”, explica o novo superintendente, destacando o lema da nova administração do Palácio do Planalto.  

Em sua nova equipe de quatro superintendentes adjuntos, constam nada menos que três militares com larga experiência nas funções, segundo ele. Dos quatro  novos gestores, dois têm doutorado, um possui mestrado e outro é ex-superintendente da Suframa. Formam o time de militares o superintendente Adjunto Executivo coronel Sandro Rogério Ferreira Gomes. Tem 35 anos de atuação como gerente de orçamentos. Já esteve no CMA (Comando Militar da Amazônia) e é visto como um dos técnicos mais preparados da área. De acordo com os bastidores da nova Suframa, ele é uma promessa de administração com mão de ferro nas contas da autarquia.

O coronel Alcimar Marques de Araújo Martins é o superintendente adjunto  de Planejamento e Desenvolvimento Regional. Segundo a assessoria da autarquia, tem três mestrados e foi adido militar do Brasil na Bolívia. É um dos maiores especialistas na chamada ‘Amazônia Profunda’. E ainda foi comandante do BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) e do Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva ((Cigs) – os dois comandos de maior importância no CMA.   

O coronel Luciano Martins Tavares ocupará a SAO (Superintendência Adjunta de Operações). É visto como um dos mais próximos de Alfredo Menezes, pois foi orientador do novo superintendente da Suframa em seu doutorado em planejamento e gestão.Sua atuação será no comércio exterior. Conhece a área com intimidade. Foi adido militar do Brasil na China e na Coreia, os dois principais parceiros comerciais da ZFM.  

E, por último, Gustavo Adolfo Igrejas Figueiras forma o grupo de novos superintendentes adjuntos. Ele comandará a SPR (Superintendência Adjunta de Projetos). Funcionário concursado, Igrejas já foi superintendente interino da Suframa logo após a demissão de Thomaz Nogueira. É tido como um dos técnicos que mais conhecem a autarquia. Segundo bastidores, havia uma disputa acirrada pelo cargo entre ele e o adjunto anterior da SAP Marcelo Souza Pereira. Menezes apagou, porém, o incêndio entre os dois nomeando-o para ser seu principal assessor pessoal na superintendência da Suframa.

Austeridade para comandar com disciplina

Considerado pela indústria um homem de visão, com competência e experiência, que alia a rígida disciplina militar à seridade no trato com os recursos públicos, Alfredo Menezes vem repetindo por  por diversas vezes que não pode dispensar o trabalho e atuação de técnicos de alto nível na sua equipe à frente da Suframa. Ele reafirma que escolheu a dedo os novos superintendentes adjuntos de acordo com as exigências do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Menezes, são todos grandes técnicos e especialistas de renome  em suas áreas. “Não podemos errar. Nosso lema é acerta sempre”, destaca.

“Todos conhecem a qualidade e alto nível de formação que temos no Exército Brasileiro. Chegou a hora de mostarar essa qualidade baseada em planejamento e austeridade”, afirmou ele durante um encontro com representantes da indústria em Manaus.

No entanto, por pendengas e interesses políticos de parte da bancada amazonense em Brasília, há os que constestam com veemência a escolha de Alfredo Menezes para dirigir a Suframa, mas ele agrada em cheio à classe empresarial do PIM (Polo Industrial de Manaus), que vê a sua gestão como a nova esperança para resgatar a importância financeira e econômica da Suframa num momento em que o País ainda sente os reflexos da recessão dos últimos anos. “Apostamos em seu trabalho, pois ele é um técnico experiente, de grande  seriedade, capaz de fortalecer o projeto ZFM”, avalia o presidente em exercício da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo.

O deputado federal Pablo Oliva, o único que se elegeu no Amazonas pelo partido do presidente Jair Bolsonaro, disse que sua atuação em Brasília será focada principalmente na defesa do modelo ZFM, aí incluindo-se a Suframa. “Nosso objetivo é tornar nosso modelo mais competitivo”, avalia. O deputado federal Marcelo Ramos (PR), eleito nas últimas eleições, disse que a tradição na escolha dos superintendentes da Suframa sempre foi através de consultas às lideranças políticas e governamentais no Amazonas. “Só que o governo Jair Bolsonaro escolheu o novo superintendente sem consultar ninguém. Agora é acatar a decisão e ver no que vai dar. Desejamos boa sorte ao novo superintendente”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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