Tucanos listam condições para votar a favor de imposto

Em: 24 de outubro de 2007
O preço da fatura que o governo terá de pagar para aprovar a prorrogação da CPMF, o chamado imposto do cheque, subiu depois que a bancada tucana no Senado decidiu atuar em bloco na votação.
O preço da fatura que o governo terá de pagar para aprovar a prorrogação da CPMF, o chamado imposto do cheque, subiu depois que a bancada tucana no Senado decidiu atuar em bloco na votação.

Reunidos na terça-fei-ra, os 13 senadores do PSDB ameaçaram votar contra a CPMF caso o governo não apresente o que chamam de uma “proposta decente”, que contemple redução da carga tributária, corte de gastos públicos e aumento de recursos para os governadores.
A decisão, porém, é favorável ao governo, já que a cúpula do PSDB convenceu cerca de nove senadores decididos a votar contra a aceitar a negociação. Se houver um acordo com o PSDB, a aprovação fica praticamente garantida. Entre os 81 senadores, o governo precisa de 49 votos para aprovar a emenda. A contrapartida exigida pelos 13 tucanos é que o governo eleve suas concessões para justificar a mudança de posição.

Hoje, sem apoio da oposição, o governo não consegue aprovar a CPMF. Em seus cálculos, tem entre 43 e 44 votos na base. Precisa da oposição.

A bancada tucana decidiu não apresentar oficialmente uma proposta concreta ao governo, mas apenas definir as linhas gerais do que exigem para votar a favor da CPMF. “A bola está com eles, vamos esperar que nos apresentem uma proposta decente, que diminua a carga tributária e corte gastos públicos”, disse o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE).

Segundo Tasso, se a proposta não convencer a bancada, principalmente na área de cortes de despesas, “todos vão votar contra”. “Não podemos ser coniventes com essa irresponsabilidade, temos de evitar uma crise fiscal que se avizinha”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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