Reunidos na terça-fei-ra, os 13 senadores do PSDB ameaçaram votar contra a CPMF caso o governo não apresente o que chamam de uma “proposta decente”, que contemple redução da carga tributária, corte de gastos públicos e aumento de recursos para os governadores.
A decisão, porém, é favorável ao governo, já que a cúpula do PSDB convenceu cerca de nove senadores decididos a votar contra a aceitar a negociação. Se houver um acordo com o PSDB, a aprovação fica praticamente garantida. Entre os 81 senadores, o governo precisa de 49 votos para aprovar a emenda. A contrapartida exigida pelos 13 tucanos é que o governo eleve suas concessões para justificar a mudança de posição.
Hoje, sem apoio da oposição, o governo não consegue aprovar a CPMF. Em seus cálculos, tem entre 43 e 44 votos na base. Precisa da oposição.
A bancada tucana decidiu não apresentar oficialmente uma proposta concreta ao governo, mas apenas definir as linhas gerais do que exigem para votar a favor da CPMF. “A bola está com eles, vamos esperar que nos apresentem uma proposta decente, que diminua a carga tributária e corte gastos públicos”, disse o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE).
Segundo Tasso, se a proposta não convencer a bancada, principalmente na área de cortes de despesas, “todos vão votar contra”. “Não podemos ser coniventes com essa irresponsabilidade, temos de evitar uma crise fiscal que se avizinha”, afirmou.







