O governo do Estado do Amazonas através do Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal), Sepror (Secretaria do Estado de Produção Rural) e Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas) iniciou na última quarta-feira (13) a segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa.
A campanha visa conceder, ainda este ano, ao Estado o status de área livre de febre aftosa com vacinação, junto ao Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). O prazo para a vacinação vai até 30 de agosto. Nas duas ações, o Amazonas pretende imunizar mais de 90% do rebanho de 1,4 milhão cabeças.
Na fase que se inicia participam produtores de 41 municípios de área de várzea, das calhas dos rios Solimões e Amazonas. Durante a primeira fase, terminada em 15 de junho, foram vacinados os rebanhos de 21 municípios de terra firme, das calhas dos rios Juruá, Purus, Madeira e Negro, que terão uma segunda dose em novembro. Caso não vacine o rebanho, o produtor será advertido e em caso de reincidência será multado em R$ 40 por cabeça, mais R$ 300 por propriedade.
Comercialização e transporte
O prazo para a notificação de rebanhos vacinados vai até o dia 15 de setembro. Vale ressaltar, que os criadores devem procurar as Unidades Locais do Idam, dentro do prazo estabelecido, pois o criador que não notificar o rebanho ficará impossibilitado de emitir a GTA (Guia de Trânsito Animal), documento que legaliza o transporte e a comercialização de animais.
Subsídio da vacina
O pecuarista amazonense conta com mais facilidade que o de outros Estados, explica o presidente da Adaf, Sérgio Muniz. “O governo do Amazonas é o único do país a subsidiar o valor da vacina para que todos os pecuaristas possam imunizar seu rebanho”, conta. O valor comercial da dose é de R$ 1,54; porém, com o subsídio do governo o criador paga apenas R$ 0,60.
A facilidade de obtenção da vacina por meio do subsídio faz parte da estratégia para que o Estado em sua totalidade alcance o status de ‘zona livre de aftosa’. Nesta etapa, para vacinar o rebanho dos 41 municípios da várzea, houve um investimento de R$ 2 milhões para aquisição de 226.160 frascos de vacina.
Roraima tem risco médio
No mesmo dia em que se iniciava a campanha no Amazonas, foi publicada no DOU (“Diário Oficial da União”) a IN (instrução normativa) nº 29, que classifica Roraima como risco médio para febre aftosa. O Estado de Roraima estava classificado como alto risco. A classificação de níveis de risco por febre aftosa leva em consideração não só a presença do vírus ou a ocorrência de casos clínicos da doença, mas também a qualidade do serviço veterinário, a situação de áreas vizinhas, a cobertura vacinal, entre outros critérios.
Para um Estado ou parte dele ser reconhecido como zona livre de febre aftosa ou como zona tampão, deverá apresentar, no mínimo, classificação BR-3 (risco médio) para febre aftosa ou outra classificação de risco semelhante a que venha a ser adotada pelo Mapa.







