Valor de moradias sai em quinze dias, diz secretária

Em: 5 de maio de 2009
A secretária Nacional da Habitação, Inês Magalhães, afirmou que a definição dos valores para as moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” destinadas à faixa de renda de até três salários mínimos, nos municípios com menos de 50 mil habitantes
A secretária Nacional da Habitação, Inês Magalhães, afirmou que a definição dos valores para as moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” destinadas à faixa de renda de até três salários mínimos, nos municípios com menos de 50 mil habitantes

A secretária Nacional da Habitação, Inês Magalhães, afirmou que a definição dos valores para as moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” destinadas à faixa de renda de até três salários mínimos, nos municípios com menos de 50 mil habitantes, deve ser apresentada ao grupo gestor do programa em 15 dias.
No dia 13 de abril, foi publicada portaria do Ministério das Cidades definindo os preços máximos para municípios com população acima de 50 mil habitantes. A expectativa era a de que os demais valores fossem anunciados ainda em abril, o que não ocorreu, conforme a secretária, devido à discussão sobre se o modo de produção será o mesmo para esses municípios.
Inês reiterou que não há intenção do governo de rever os preços já definidos. Se o programa não funcionar com os valores estabelecidos, porém, o governo poderá definir algum novo mecanismo, informou a secretária, sem detalhar como funcionaria esse instrumento.
Segundo ela, o Ministério das Cidades fará reuniões mensais para ouvir possíveis problemas que ocorram na implantação do programa
Na capital e na Região Metropolitana de São Paulo, o valor máximo de aquisição da unidade será de R$ 52 mil para apartamentos e R$ 48 mil para casas. Segundo a secretária, a definição de valores levou em conta os preços médios dos terrenos disponíveis nos últimos dois anos.
O preço foi calculado com base nos custos de terreno, infraestrutura e construção, segundo o vice-presidente de Governo da CEF (Caixa Econômica Federal), Jorge Hereda.
O representante da Caixa disse que a intenção é produzir 400 mil moradias no País para a faixa de até três salários mínimos, mas reconheceu que, em alguns locais, aportes das prefeituras poderão ser necessários.
Desde que os valores foram anunciados em meados de abril, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe, vem dizendo que o setor imobiliário terá dificuldades para produzir, no município de São Paulo, as moradias para a faixa com renda familiar de até três salários mínimos integrantes do programa em função dos preços estabelecidos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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