Valorização da taxa cambial empurra importações no AM

Em: 11 de abril de 2008
As exportações do Amazonas voltaram a registrar um crescimento, que no acumulado dos dois primeiros meses do ano, supera os 40,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Mdic que apontou o faturamento como o terceiro maior da década.
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As exportações do Amazonas voltaram a registrar um crescimento, que no acumulado dos dois primeiros meses do ano, supera os 40,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Mdic que apontou o faturamento como o terceiro maior da década.

As exportações do Amazonas voltaram a registrar um crescimento, que no acumulado dos dois primeiros meses do ano, supera os 40,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Mdic que apontou o faturamento como o terceiro maior da década. Política de incentivo às exportações, aumento da classe exportadora e manutenção dos níveis de crescimento da economia foram alguns dos assuntos comentados pelo coordenador-geral da Secretaria de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Paulo Roberto Pavão.
Jornal do Commercio – Como o senhor analisa o atual panorama da balança comercial brasileira?
Pavão – Os resultados da balança comercial nos dois primeiros meses do ano, apontando uma queda da média por dia útil de 67,1% em relação ao mesmo período de 2007, geram preocupação com o que pode ocorrer na conta de transações correntes ao longo do ano. Cabe, portanto, avaliar com cuidado o que foi obtido até o momento e o que não pode ser projetado para o ano inteiro.

JC – E quais são as estimativas mais aceitáveis para o saldo da balança este ano?
Pavão – Há divergências entre os economistas nas estimativas para o saldo da balança comercial em 2008, que variam de US$ 20 bilhões até US$ 35 bilhões. O resultado dos dois primeiros meses é, seguramente, atípico, mas se levarmos em conta a média por dia útil, observamos um aumento de 20,5% das exportações e de 50,7% das importações em relação aos dois primeiros meses de 2007.

JC – E quais são as estimativas para o Estado?
Pavão – As informações que dispomos sobre o comércio exterior amazonense são de que nos dois primeiros meses deste ano, o Estado acumulou um crescimento superior a 40,2%. As importações cresceram, durante o mesmo período, 57,9%. Esses percentuais estão bem acima da média do país, o que representa a saúde financeira das indústrias da região com o aumento da classe exportadora e manutenção dos níveis de crescimento das importações.

JC – E o que representa esse crescimento em termos de faturamento?
Pavão – Nos dois primeiros meses do ano, o Estado do Amazonas faturou com as exportações US$ 173 milhões, contra os US$ 123 milhões observados em 2007. Por outro lado, o Estado mostrou toda a sua tendência importadora, somando durante o período o valor de US$ 1,378 bilhão frente aos pouco mais de US$ 884 milhões do ano passado.

JC – Mas a nova política industrial projetada para ser lançada neste mês pelo governo federal não vai afetar as estimativas de exportação?
Pavão – Não. Apesar da queda nos preços dos commodities (bens primários com cotação no mercado internacional), as projeções para as vendas externas ficam mantidas. As 50 medidas de desoneração para as indústrias com a nova política industrial vão beneficiar 25 setores industriais em regiões como a Zona Franca de Manaus, porque serão medidas de estímulo às exportações de produtos elaborados –um dos pilares da política industrial local.

JC – Como o senhor analisa o déficit da balança comercial do Amazonas?
Pavão – O déficit da balança comercial amazonense aumentou este ano, US$ 1,204 bilhão. Em 2007, em relação ao ano anterior, esse déficit era de US$ 770 milhões, ou seja, as importações cresceram bem acima da média nacional, mas esse não é um dado preocupante já que as exportações continuam num ritmo forte de crescimento, apesar do arrefecimento da atividade nos países industrializados.

JC – E quais são esses percentuais da exportação?
Pavão – Esse crescimento foi de 24,5% para os produtos básicos, de 18,4% para os bens semimanufaturados e de 17% para os manufaturados; paralelamente, registra-se um aumento das vendas de 8,5% para a União Européia, de 42,7% para o Mercosul, de 5,6% para os EUA e de 32,5% para a Ásia.

JC – E quais as estimativas do comércio exterior do mês de março?
Pavão – Como observamos nos dois primeiros meses, o Amazonas apresentou crescimento superior a 40% nas exportações e de 57% nas importações. Se o Estado mantiver

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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