O volume de vendas do comércio varejista no Amazonas cresceu 3,1% em novembro de 2011, na comparação com outubro passado, resultado acima da média nacional de 1,3%. O acumulado no ano até novembro chegou a 5% de crescimento e a 5,8% nos últimos 12 meses. Foi o que revelou a pesquisa divulgada na última quinta-feira (12) pelo IBGE-AM (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Amazonas).
Na comparação com outubro de 2010, o volume de vendas do comércio amazonense em novembro aumentou em 5%. A expectativa do IBGE-AM é fechar o ano de 2011 com um crescimento acima de 6%, já que dezembro é considerado um mês positivo para o comércio.
A pesquisa mostra também que na receita nominal de vendas, que reflete o faturamento das empresas do comércio, o índice de novembro chegou a 8,8% em relação a igual mês de 2010. O índice acumula crescimento de 9,1% no ano e 9,8% nos últimos 12 meses. “Assim, a receita em novembro melhorou sensivelmente já que nos dois meses anteriores foi de 3% e 5,4% respectivamente”, informou o supervisor de Disseminação de Informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira.
Para o assessor de economia da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Fernando da Silva, há um crescimento gradual do comércio. “O mais importante é que está havendo um crescimento sustentável, mesmo sendo pequeno, está sempre crescendo”, disse.
Segmentos
O IBGE não realiza a pesquisa das subdivisões do comércio no Amazonas. “Na verdade, essas subdivisões do comércio só são realizadas para 12 Estados, nenhum da região Norte. Aqui nós temos os indicadores do comércio como um todo”, explicou Adjalma Nogueira. O supervisor afirma ainda que a estimativa é que dez das 14 atividades estudadas, no mês de novembro, tenham tido crescimento positivo, com destaque para peças, pneus e veículos, além de produtos farmacêuticos e de informática.
Em nível nacional, a pesquisa apontou resultado positivo de nove das dez atividades analisadas. O destaque ficou para o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria com taxa de 8,6%. Logo depois, vêm equipamentos de escritório, informática e comunicação com 6,0%, seguido do segmento de veículos e motos, partes e peças com índice de 4,6%. Com aumentos mais discretos, ficaram combustíveis e lubrificantes (1,6%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), material de construção (1,3%), entre outros setores. O resultado negativo ficou por conta do segmento de tecidos, vestuário e calçados com baixa de 0,5%.
Comércio varejista ampliado
O índice de volume do comércio varejista ampliado no Amazonas, que inclui atividades de veículos e material de construção, além dos setores tradicionais, teve um acréscimo de 7,1% e é a terceira melhor taxa do ano de 2011, na comparação com mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE-AM, veículos e materiais de construção impulsionaram a taxa para cima em novembro.
Ao contrário do que apontou a pesquisa, para o gerente de vendas da Garcia Veículos, Marcos Vasconcelos, em novembro houve queda na venda de veículos.
2012 – O presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Ralph Assayag, fez uma projeção de crescimento no comércio de 7% neste ano. “Superamos em quase 6% nesse ano que passou e esperamos passar dos 7% em 2012”, afirma.
OPINIÃO – O assessor econômico da Fecomercio-AM lembra também que o crescimento do comércio ficou abaixo do esperado, já que a expectativa era de um aumento de 15% no final de 2011. Segundo José Fernando, a queda no consumo pode ser consequência do uso do 13º para sanar débitos. (José Fernando, Assessor Econômico da Fecomercio-AM)







