Varejo vende 3,2% a mais no Amazonas

Em: 16 de março de 2011
Nem mesmo as medidas do BC (Banco Central) deflagradas no final de 2010 para conter o consumo impediram o crescimento do comércio varejista do Amazonas no primeiro mês do ano, segundo dados do IBGE
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Nem mesmo as medidas do BC (Banco Central) deflagradas no final de 2010 para conter o consumo impediram o crescimento do comércio varejista do Amazonas no primeiro mês do ano, segundo dados do IBGE

Nem mesmo as medidas do BC (Banco Central) deflagradas no final de 2010 para conter o consumo impediram o crescimento do comércio varejista do Amazonas no primeiro mês do ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Embora janeiro seja conhecido como um mês de demanda fraca, em virtude dos altos índices de emissões turísticas, o Estado obteve a quarta maior referência de crescimento em comparação a igual período do ano anterior, um acréscimo de 3,2%. No ranking, as unidades federativas que se sobressaíram e tiveram maior pujança ante o Amazonas foram: Roraima (12,8%), Paraíba (6,0%) e Rio Grande do Norte (4,2%).
De acordo com o presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Roberto Tadros, isto é consequência da exposição geográfica, do crescimento da cidade, da melhoria salarial e, principalmente, do aumento da produção do Distrito Industrial.
Segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) das indústrias do país se estabeleceu em uma faixa de 82,6% em janeiro, enquanto em dezembro este saldo era de 82,4% de dezembro. Ao mesmo tempo, o indicador apresentou um crescimento de 1,4 ponto percentual em relação a janeiro de 2010.
Tadros comenta que a área de serviços nesta época, com destaque para bares, restaurantes, lanchonetes, entre outros, contribui com uma parcela significativa para o crescimento do setor.
Enquanto no ano anterior o comércio amazonense ocupava lugares abaixo da média nacional na comparação anual, com taxa de 8,7%, no início de 2011, pelo menos para o IBGE, os comerciantes da região comercializaram o suficiente para elevar seu volume de vendas a 10,9%. Com isso, superaram o crescimento de 8,3% do país em janeiro, quando relacionado ao mesmo mês de 2010 (8,3%).

Realidade diferente

Mas, como ‘nem tudo são flores’, o presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ralph Assayag, afirma que os dados não mostram a realidade amazonense. Segundo o dirigente, em janeiro o comércio obteve elevação de apenas 2,9% no volume de vendas. “Seria lindo se obtivéssemos um índice acima dos 10%”, ironizou.
O presidente da FCDL/AM explica que, provavelmente, a pesquisa do IBGE seja realizada com base na arrecadação estadual que, segundo informações da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), teve alta de 14,14%, com R$ 195,26 milhões frente a R$ 171,07 milhões de 2010. “No entanto, parte desta arrecadação é de vendas que já existiam, mas que as empresas não pagaram os impostos”, salientou.
Assayag desilude os esperançosos e garante que o mês de janeiro é o mais fraco, devido as já citadas férias, impactando o movimento de veículos, combustíveis, dentre outros. O dirigente ressalta que o único setor que realmente cresceu neste período foi o de livrarias, em virtude da volta às aulas, que acontece no dia 1º de fevereiro na maioria das escolas. “Eles podem ter crescido nessa faixa ou mesmo acima de 10%. Mas o comércio em geral não”, destacou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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