Variglog ­demite cerca de 800 ­funcionários

Em: 22 de abril de 2008
A crise da Variglog já teria custado a debandada de cerca de 800 funcionários, entre adesões a programas de demissão voluntária e cortes realizados pela empresa, informaram sindicatos do setor aéreo.
A crise da Variglog já teria custado a debandada de cerca de 800 funcionários, entre adesões a programas de demissão voluntária e cortes realizados pela empresa, informaram sindicatos do setor aéreo.

A crise da Variglog já teria custado a debandada de cerca de 800 funcionários, entre adesões a programas de demissão voluntária e cortes realizados pela empresa, informaram sindicatos do setor aéreo. De acordo com a secretária-geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, em torno de 700 pessoas já teriam se desligado ou foram dispensadas da companhia. A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, contou que cerca de cem pilotos encontraram melhores oportunidades de trabalho em outras empresas.
“A Variglog demitiu muita gente, quase 30% do seu quadro. São pessoas da área de produção”, afirmou Selma. Segundo ela, são trabalhadores como agentes de carga e operadores de empilhadeiras, entre outros profissionais. Em contrapartida, a sindicalista diz que houve contratações para o departamento administrativo, que estaria “inchado”.
A preocupação com a situação da empresa será tema de encontro hoje entre Graziella e a administração da empresa, representada atualmente por Eduardo Arthur Rodrigues Silva, da Martel Assessoria e Consultoria Aeronáutica, contratada pela empresa para tocar sua reestruturação.
Graziella estimou que atualmente a Variglog tem uma frota de cinco aviões, com a possibilidade de reincorporação de outros cinco. A frota total da empresa já chegou a cerca de 20 aeronaves. “Queremos saber qual é a perspectiva de médio e curto prazo”, afirmou a sindicalista, estimando que o quadro de funcionários atual conta com 1.800 pessoas.
De acordo com Graziella, o FGTS dos funcionários da Variglog não é depositado desde julho do ano passado. Além disso, o salário de março está atrasado, assim como o pagamento da Variglog para o fundo de pensão de seus trabalhadores, o Aerus. A dívida estimou ela, está em torno de R$ 60 milhões.

Briga na
Justiça
Os acionistas da Variglog estão em litígio judicial. De um lado, os sócios brasileiros Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel foram afastados da gestão da empresa pela Justiça paulista.
Ontem, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou liminar dos três acionistas que buscavam retornar à gestão da companhia, informou o Matlin. O fundo de investimentos americano Matlin Patterson, dono de 60% do capital total da empresa, é quem tem atualmente a gestão da empresa, mas seu representante, Lap Wai Chan, está fora do país.
A Variglog foi procurada, mas não retornou contato até o fechamento dessa edição.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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