As vendas de automóveis voltaram a desacelerar em todo o país e o Amazonas acompanhou o padrão. Após alcançar a maior marca do ano no mês anterior, com 5.942 unidades (entre automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas), setembro despencou com 4.411 veículos vendidos. Os dados são da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).
A capital responde por 85,8% das vendas efetuadas, com o total de 3.783 unidades -que incluem todas as categorias. No comparativo com igual mês no ano anterior, a queda em Manaus foi de -13,49%. Para o Estado, a redução chegou a -16,74%.
De acordo com a educadora econômica Samantha Gomes, os 2.546 automóveis vendidos no Amazonas podem ser justificados pela antecipação das compras no mês de agosto, quando os benefícios nas compras seriam mais vantajosos. “Com a prorrogação das taxas reduzidas até o final deste mês, a expectativa do mercado automotivo é que os números voltem a subir”, sugere a especialista.
As vendas de janeiro a setembro acumularam um total de 42.603 unidades, o que representa uma variação negativa com o ano de 2011 (quando foram emplacadas 47.375 unidades), chegando ao saldo negativo de -10,7%. Apesar da queda, a Anfavea (Associação das Montadoras de Veículos) projetam, ainda para 2012, crescimento nas vendas anuais de 4%. O estudo é realizado mensalmente pela instituição que representa 7 mil concessionárias em todo o território nacional.
Motos mais estáveis no mercado, pelo menos em Manaus
Os números estaduais acerca das vendas de motocicletas não agradam. No entanto, na capital, os emplacamentos mantiveram a média. “Embora as vendas estejam abaixo do esperado, as concessionárias revendedoras em Manaus conseguiram estabilizar o consumo”, diz Gomes.
No Amazonas, a queda foi de -12,66% (1.990 contra 1.738 motos) e garante números igualmente assustadores quando comparados ao mesmo mês, em 2011 (com – 11,73%).
Embora a diferença entre o número de carros entre os meses de agosto e setembro tenha sofrido queda significativa, o mesmo não é observado nas compras de motocicletas efetuadas no mesmo período na capital amazonense. Enquanto os carros despencaram de 3.565 para 2.457, com perda percentual de -31,08%, as motos mantiveram-se em relativo equilíbrio, com -3,82% (salto de 1.255 para 1.207 unidades).
A menor venda em Manaus foi para o segmento de ônibus, com perda percentual de 48,28%. Em agosto, foram emplacadas 116 unidades e no mês seguinte, apenas 60. No Amazonas, a queda chega a 50% (de 124 unidades, caiu para 62).
Automóveis: quanto mais econômicos, menor o IPI
O governo anunciou na quinta-feira (5) o novo regime automotivo, que vai reduzir o imposto de veículos com menor consumo de combustível. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as novas regras passam a valer em janeiro de 2013 e têm previsão de encerrar apenas em 2017.
Dependendo das metas atingidas de elevação da eficiência de consumo de combustíveis e de investimento em tecnologia, a redução pode chegar a 34 pontos percentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Segundo o titular, as novas regras devem impulsionar o crescimento da produção e da inovação no setor. “O objetivo é gerar mais empregos e beneficiar o consumidor com um produto cada vez mais eficiente a preços cada vez menores”, afirmou.
Os fabricantes que cumprirem metas adicionais de eficiência energética terão redução adicional de dois pontos percentuais na alíquota do IPI. Para tanto, terão de elevar até 2016 a eficiência do consumo de combustível de 14 km por litro de gasolina para 17,2 km por litro. No caso do etanol, a elevação será de 9,7 km por litro para 11,9 km por litro.
O ministro detalhou que a meta obrigatória de aumento de eficiência energética é de um esforço de 12% de redução do consumo de combustível. Para adquirir os dois pontos extras de redução do IPI essa queda deve ser de 15,46%.







