Venda de carros zero tem queda de 5,6%

Em: 5 de agosto de 2009
A comercialização de carros de passeio e veículos comerciais leves, em julho, marcou a saída de 273.6 mil unidades das lojas, contra 289.8 mil no mês anterior, redução de 5,6% em todo o Brasil
A comercialização de carros de passeio e veículos comerciais leves, em julho, marcou a saída de 273.6 mil unidades das lojas, contra 289.8 mil no mês anterior, redução de 5,6% em todo o Brasil

A comercialização de carros de passeio e veículos comerciais leves, em julho, marcou a saída de 273.6 mil unidades das lojas, contra 289.8 mil no mês anterior, redução de 5,6% em todo o Brasil. Na região Norte, o índice de vendas variou 0,37%, permanecendo praticamente estável. Os números são da última pesquisa da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e mostram que o setor movimenta R$ 112,7 bilhões anuais, ou seja, 5% do PIB (Produtos Interno Bruto) brasileiro.
O não posicionamento do governo federal sobre a manutenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no final do mês de junho, refletiu negativamente no balanço de julho. O emplacamento de veículos declinou, representando diminuição de 16.171 unidades vendidas, na comparação entre estes dois meses.
A venda de automóveis e comerciais leves reduziu os índices em 6,7%; contra 0,3% dos comerciais leves. Segundo a Fenabrave, a média de vendas no primeiro trimestre deste ano foi de 200 mil unidades. O segundo trimestre ficou em 237 mil unidades, mostrando recuperação do setor. Na opinião do presidente da federação, Sérgio Reze, “o ano de 2009 terminará com crescimento entre 3% e 4% na área de automóveis e comerciais leves”.
Se comparado com o sétimo mês de 2008, julho deste ano marcou crescimento de 0,8% nos emplacamentos. O ramo de comerciais leves apresentou resultado inversamente proporcional, com redução de 2,5%. A federação comunicou que “o mercado de carros cresceu 0,24% em julho na comparação com o mesmo período do ano anterior, que havia registrado 272.9 mil unidades emplacadas”.
Em Manaus, as empresas de médio e grande porte que comercializam veículos registraram queda de 20% a 25% no mês de julho, sobre os 30 dias anteriores.
“Nós ficamos com perdas de 22% nas vendas de veículos novos em julho e esperamos alavancar as vendas em agosto”, afirmou o gerente de vendas da Via Marconi, Antônio Carlos. Ele disse, ainda, que a loja situada na rua Recife, bairro Flores, vende entre 350 e 400 automóveis por mês, sendo os modelos Fiat Palio e Fiat Siena os mais vendidos.

Mês de agosto apresenta expectativa mais favorável

Para a gerente-geral da Monttana, Dilcélia Amaral a queda nos níveis de vendas foi mais acentuada. “Registramos perdas de 25% nas vendas de carros em julho; mas, para agosto, estamos projetando um incremento de 20% para cobrir esse decréscimo”, declarou. Os veículos mais procurados (e vendidos) na Monttana são os modelos Ford Ka e Ford Fiesta. A empresa comercializa, em média, 300 unidades mensalmente.

Perdas de 50%

As pequenas empresas contabilizam perdas de até 50%, como relata o proprietário da Lucar, Evandro Lucena. “Estamos enfrentando uma situação bem difícil por conta das incerteza sobre o IPI e, nesse mês de julho, as vendas caíram 50%”, explicou. A Lucar vende 15 carros por mês, segundo Lucena, que disse acreditar em uma melhora para agosto devido à liberação do décimo terceiro salário em algumas empresas.
“Nossa empresa tem sentido na pele a fuga dos clientes por conta do IPI, estamos vendendo até 60% menos”, lamentou o representante da Viriato, Aroldo Leão. A Viriato registra a venda de dez veículos por mês.
Em ambas as empresas os automóveis mais procurados são Fiat Palio, Gol e Celta, nesta ordem. Estes carros são considerados populares e são os mais procurados pelos consumidores em lojas de pequeno porte, revendedoras de veí­culos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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