Vendas da indústria crescem 0,7%, diz CNI

Em: 15 de janeiro de 2008
No acumulado dos 11 meses do ano passado, a expansão chega a 5,1%. As vendas em relação a novembro do ano passado tiveram um crescimento de 6,8%
No acumulado dos 11 meses do ano passado, a expansão chega a 5,1%. As vendas em relação a novembro do ano passado tiveram um crescimento de 6,8%

As vendas reais na indústria apresentaram em novembro um crescimento de 0,7% na comparação com o mês anterior. É o quinto mês consecutivo de aumento, segundo dados divulgados ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

No acumulado dos 11 meses do ano passado, a expansão chega a 5,1%. As vendas em relação a novembro do ano passado tiveram um crescimento de 6,8%.

“A atividade industrial continua mostrando um vigor muito forte no último trimestre do ano”, afirmou Flavio Castelo Branco, da Unidade de Política Econômica da CNI.
O dado mensal considera os fatores sazonais no período. No entanto, Castelo Branco ressalta que há uma distorção, já que o feriado da Consciência Negra (20 de novembro) não atingiu todos os municípios.

As horas trabalhadas na produção tiveram um recuo de 0,5% em novembro na comparação com outubro, e o nível de pessoal empregado, uma queda de 0,1%. Para a CNI, estas variações são conseqüência do efeito calendário, e não uma perda de ritmo da atividade econômica. No ano, esses dois indicadores apresentaram crescimentos de 3,9% e 3,8%, respectivamente. Após uma série de recordes, a utilização da capacidade instalada, no índice original, subiu para 83,9% em novembro, ante 82,3% em novembro de 2006.

Na comparação com o mês de outubro de 2007, em que a utilização era de 84,3%, houve uma queda. O índice dessazonalizado ficou em 82,9%, contra 82,8% em outubro e 81,3% no mês de novembro de 2006.

A capacidade instalada reflete qual quantidade de produtos que uma indústria é capaz de fabricar com as máquinas e unidades que tem. Quanto menor o uso, maior a possibilidade de a indústria atender a um crescimento de demanda sem provocar alta nos preços.

Pressão da demanda é aliviada

A indústria de transformação deverá conseguir atender o aumento da demanda causada pelo crescimento da economia. A CNI não trabalha com a hipótese de pressões por acreditar que os investimentos feitos no ano passado já se traduziram em maior capacidade de produção em 2008. “O cenário é de razoável tranqüilidade no atendimento da demanda industrial”, afirmou Flávio Castelo Branco, da Unidade de Política Econômica da CNI.

Segundo Castelo Branco, nesse ano as empresas irão começar a produzir em novas fábricas. Essa maturação dos investimentos fará com que o setor fique com uma maior capacidade instalada e possa atender a aumentos de demanda.

A capacidade de atender a demanda irá contribuir para o ritmo de crescimento das vendas reais (descontada a inflação) do setor.

Em novembro, as vendas cresceram 0,7% (dado dessazonalizado) na comparação com outubro e 6,8% na comparação com o mesmo mês de 2006. No acumulado de 2007 até novembro, a expansão é de 5,1%. A CNI acredita que o desempenho ficará próximo ao registrado em 2004, que foi de 5,4% -o melhor ano da indústria. A expectativa é que o mesmo se repita em 2008.

Entretanto, apesar de ter traçado um cenário o cenário positivo para esse ano, a CNI ressalta que alguns fatores podem atrapalhar a manutenção desse ritmo de crescimento.

“O ano de 2008 começa muito bem. Se não houver contratempo, o ritmo de 5% de crescimento continua, mas há alguns senões”, ressaltou Paulo Mol, também da CNI. Entre os senões destacados por ele estão a inflação (alimentos e commodities) e as incertezas em relação à economia dos Estados Unidos.

Os feriados prolongados concentrados no segundo semestre ajudam a explicar a volatilidade da produção industrial em 2007. Segundo a CNI as variações mensais são menos precisas para apontar mudanças significativas no dinamismo da atividade econômica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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