Os consumidores brasileiros movimentaram R$ 6,7 bilhões em compras na internet no primeiro semestre do ano, de acordo com os dados divulgados ontem pelo e-bit, empresa especializada em informações sobre o setor.
O valor -que não inclui vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais- representa um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a consultoria, a expansão foi impulsionada por venda de TVs de tela plana e artigos esportivos por conta da Copa do Mundo. O valor médio das compras aumentou 17% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 379.
O Brasil tem hoje quase 70 milhões de internautas e os usuários ativos somam cerca de 37 milhões de pessoas, segundo levantamento do Ibope. Em 2009, a entrada das Casas Bahia no segmento de comércio virtual impulsionou o aumento de 30% no e-commerce, com as vendas eletrônicas alcançando R$ 10,6 bilhões de faturamento. A redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca -geladeiras, fogões- também contribui com o resultado. Para 2010, o e-bit estima movimentar R$ 14,3 bilhões com as vendas virtuais.
Classe C nas vendas virtuais
O aumento da renda e do crédito fazem crescer a participação da classe C no comércio virtual. De acordo com os dados divulgados pela consultoria e-bit, que reúne informações sobre e-commerce no Brasil, 60% dos novos consumidores possuem renda familiar de até R$ 3 mil.
No primeiro semestre, a consultoria registrou a entrada de 2,4 milhões de consumidores para o mundo das compras virtuais. Esse adicional fez a base dos clientes que já fizeram ao menos uma aquisição pela internet chegar a 20 milhões de pessoas.
Segundo o diretor do e-bit, Alexandre Umberti, a classe C já representa cerca de 30% desse total. A previsão para o final do ano é que mais 3 milhões de pessoas entrem para o mercado virtual, o que significará um aumento de 30% na base total de consumidores virtuais no Brasil.
Segundo Umberti, a frequência de aquisições na classe C no consumo virtual é baixa, não ultrapassa duas compras ao ano. Entretanto, os pedidos são feitos depois de uma extensa apuração de preços e têm valor elevado. “A classe C entra comprando eletrodomésticos na internet’’, aponta.







