As vendas acumuladas do setor supermercadista em 2008 cresceram 8,98%, em relação a 2007, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
No mês de dezembro, a alta foi de 6,07% em relação ao mesmo mês do ano anterior e de 27,12%, se comparada a novembro de 2008. Já no mês de novembro, as vendas cresceram 10,74% em relação a novembro de 2007 e 0,84%, em comparação a outubro de 2008. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.
Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou crescimento acumulado de 15,18% em 2008, na comparação com 2007. No mês de dezembro, a variação nominal foi de 12,33%, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, e de 27,48%, em relação ao mês anterior. Já em novembro, a variação nominal foi de 17,82% (comparada a novembro de 2007) e 1,21% (na comparação com o mês anterior).
“O desempenho do setor supermercadista foi muito positivo em 2008. Isso foi reflexo do aumento de renda da população brasileira durante a maior parte do ano que passou. Trata-se de um fator extremamente positivo, já que significa que o brasileiro levou para casa produtos que antes não tinha condições de comprar. No entanto, dezembro já apresentou uma redução no ritmo de crescimento das vendas. Em 2008, o impacto da crise não foi tão forte no nosso setor. Entretanto, esse cenário tende a ser diferente em 2009, principalmente se houver aumento do desemprego”, avaliou o presidente da Abras, Sussumu Honda.
Largo consumo
Em dezembro, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK Indicator, apresentou alta nominal de 0,48% em dezembro, em relação ao mês anterior. Em valor real, deflacionado pelo IPCA do IBGE, o índice apresentou leve alta de 0,20%, também em comparação a novembro de 2008.
Já na comparação com dezembro de 2007, o AbrasMercado apresentou alta nominal de 12,75%, passando de R$ 231,20 para R$ 260,68. Em valores reais, o aumento foi de 6,47% no mesmo período.
Os produtos com as maiores altas foram: tomate, com 37,90%; cebola, com 11,40%; e batata, com 8,20%. Já os produtos com as maiores quedas foram: feijão, com -11,81%; óleo de soja, com -6,43%; e carne dianteiro, com -3,69%.






