O cheque surgiu de uma necessidade de consumidores que não podiam dar a entrada no pagamento, no ato de uma determinada compra. Dava-se um prazo de trinta dias para o primeiro pagamento até hoje é utilizado, sendo chamado de cheque pré-datado. Com o cheque é possível prorrogar, dentro de um planejamento financeiro, a data do pagamento da sua compra.
As compras com cheque pré-datado no País registraram crescimento de 5,44% em 2007, comparado com 2006, segundo levantamento de operadores do serviço. As transações parceladas com cheques representaram 72,73% no ano passado do total movimentado em reais, enquanto que em 2006, elas corresponderam a 68,98% do total.
Tudo indica que o uso deste meio de pagamento em Manaus terá um aumento consideravelmente. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) passa a dispor ao mercado as maquinetas portáteis da GDT. Consultar um cheque antes de concretizar a venda não será mais dor de cabeça para os vendedores.
Facilidades para
vendedor e consumidor
“A maquineta consulta a situação do cheque, passando apenas o código de barras no leitor, facilitando assim, a vida do vendedor e do consumidor” esclareceu Manuel Joaquim Oliveira, diretor executivo da CDL-Manaus. As vantagens em consultar o cheque através do aparelho, em relação à forma convencional são muitas, entre elas, a de consultar, também, o CPF (Cadastro de Pessoa Física) do cliente na hora da venda. “Nós aprimoramos a consulta e oferecemos, ao lojista, a possibilidade de consultar o CPF e o cheque do cliente ao mesmo tempo, ou seja, são duas consultas pelo preço de uma”, destacou o executivo.
Processo de
leitura automático
A consulta por meio da maquineta fornece as mesmas informações da consulta tradicional: cheque sustado, sem fundo, etc. O aparelho faz o processo de leitura automático, precisando que o lojista apenas passe o código de barra no local indicado. Antes, o vendedor tinha que informar toda a numeração do código de barras. A CDL-Manaus estará disponibilizando as maquinetas para locação ao custo de R$40, porém, o lojista poderá também obter o aparelho direto com a loja fornecedora.
Os postos de gasolina são o principal público alvo. “Os condutores não gostam de efetuar pagamento com cartão nesses estabelecimentos, pois há muita demora para a efetuação da transação. Com a maquineta, é só passar o cheque e pronto”, comentou Joaquim. Bares e restaurantes, que têm características de movimento noturno, são os próximos nichos do mercado. “Percebemos que o movimento quanto ao uso do cheque ainda é pequeno, devendo-se isso à forma anterior de consultá-lo. O trabalho inicial será de aculturamento. Vamos mostrar para os lojistas que é preciso ter segurança na venda que será efetuada” frisou Oliveira, ressaltando que “é sempre bom avaliar a questão: deixar de vender com cheque, é algo para se refletir. A pessoa tem o pensamento errado de que ao vender com cheque o risco é maior. Estudos mostram que os custos com cheques são na verdade, bem menores do que com o cartão”, declarou.
Cheque é
mais popular
Nos últimos dez anos, o número de cartões de crédito em uso no Brasil quadruplicou. No entanto, apesar do crescimento do chamado “dinheiro de plástico”, os cheques continuam sendo o principal meio de pagamento do brasileiro, depois do dinheiro em espécie. No total, são 45 milhões de usuários contra nove milhões de portadores de cartões de crédito.
Dados da Associação Brasileira de Cheque (Abracheque) informam que os pré-datados são aceitos como forma de pagamento por 95% dos lojistas. O fato é que o cartão impõe um limite de crédito, o que não acontece com o cheque.
Esta coluna é uma publicação diária e elaborada
pela CDL-Manaus
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