Um dos principais destinos das exportações da região, a Venezuela vem à 7ª Fiam buscando aumentar as importações do país para a região Norte. Com uma comitiva com mais de 50 representantes, o país fará exposição na Sala de Vidro do evento, descrevendo integração comercial entre o Norte brasileiro e o Sul Venezuelano na área de comércio exterior e turismo.
A Venezuela é hoje o segundo principal país importador de produtos do Amazonas, com US$ 170,2 milhões no ano, um crescimento de 62,45%. No entanto, as exportações do país para o Estado chegam a apenas US$ 3,1 milhões. Em relação à balança comercial brasileira, a diferença é semelhante: são US$ 952,3 milhões em importação de produtos venezuelanos contra US$ 3,661 bilhões em exportações do Brasil para a Venezuela. De acordo com o Ministro do Comércio da Venezuela, Alejandro Fleming, a Venezuela vê na Fiam uma oportunidade para “ampliar as relações e os acordos firmados econômica e politicamente com o Brasil, aumentando as importações da Venezuela ao país”.
Setor automobilístico, de alimentos, cosméticos e têxtil estão entre os produtos destacados pelo ministro venezuelano como potenciais para serem importados ao Brasil. “O primeiro passo que estamos dando é justamente a mostra que teremos das empresas venezuelanas, que está presente aqui e vai nos permitir promover essas relações mais adiante, para demonstrar tudo isso que temos para exportar”, conta.
Segundo Alejandro Fleming, a feira é a oportunidade para a integração política e econômica que os Estados do Norte do país têm para aumentar essas perspectivas. “As indústrias no Brasil se encontram em sua maioria localizadas no Sul. O Norte e Nordeste irão ter a possibilidade de ter acesso direto aos serviços e produtos que a Venezuela oferece com maior rapidez. Graças aos acordos bilaterais que estão sendo estudados com o Mercosul, será mais fácil para eles ingressar no país”, conta.
O ministro do comércio venezuelano também destaca que os produtos da área alimentícia são hoje os que encontram a maior dificuldade para ingressar no Brasil. “É a área com a maioria das limitações e que queremos estudar. São mecanismos específicos que dificultam exportação da agricultura. Temos buscado melhorar os mecanismos para essa área”, destaca. Alejandro ressalta que o Brasil é o maior parceiro econômico político e comercial da Venezuela, onde o governo enxerga as maiores potencialidades econômicas. “Há uma situação econômica consolidada. O Brasil é hoje a relação mais importante para nós, tanto política quanto economicamente”, conclui.
Turismo
O ministro do Turismo da Venezuela, Andres Izarra, também destacou as potencialidades turísticas entre Manaus e a Venezuela. “A Venezuela é hoje o principal destino de viagem das pessoas que moram em Manaus, sobretudo para Ilha de Margarita. Por isso queremos fortalecer esses laços e esse mercado”. Segundo o ministro, há hoje um fortalecimento dessa relação tanto por via aérea quanto terrestre.
Atualmente há três voos semanais de Manaus para Venezuela. A ideia é fortalecer as viagens para o país e também criar facilidades para se buscar o turismo por via terrestre. “Queremos fazer uma aliança por via terrestre para facilitar os trajetos e também buscar aumentar a quantidade de voos. Com a ajuda dos dois governos estamos buscando criar facilidades em pontos chaves, como Santa Helena.







