O vereador Everaldo Farias (PV) protocola amanhã na CMM (Câmara Municipal de Manaus) um projeto de resolução que prevê a criação de uma Frente Parlamentar de Apoio ao Polo Naval de Manaus. A obra está em andamento desde 2006 e tem como coordenadores os governos federal e estadual. A área escolhida para a obra abrange cerca de 10 quilômetros da margem do Lago do Puraquequara, na zona Rural de Manaus, próximo à comunidade de Jatuarana.
“A ideia é fortalecer o projeto incluindo o auxílio da CMM (Câmara Municipal de Manaus) e também a Prefeitura de Manaus. Um projeto dessa magnitude precisa contar com o apoio de um conjunto de poderes para acelerar a sua implantação”, completou o vereador.
Neste fim de semana, Everaldo visitou o local onde será implantado o Polo Naval acompanhado do consultor técnico da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Edmar Lopes Magalhães, e do presidente do Sindicato da Construção Naval do Amazonas (Sindnaval), Matheus Araújo. “Analisamos os principais entraves para a obra”.
Segundo o vereador, os principais gargalos a serem enfrentados para a construção do Polo Naval é área para consolidação do projeto, regularização das empresas que formam o Polo, modernização e infraestrutura de tecnologia, formação, qualificação de mão de obra e linhas de créditos para os empresários do setor. “Acredito que se houver uma união dos governos estadual e municipal esses problemas serão mais facilmente resolvidos”, disse.
Nova matriz
Para o parlamentar, a implantação do Polo Naval na capital a transformará como centro articulador do segmento naval na Amazônia Ocidental e o Polo tornará a nova matriz econômica da região.“Hoje, muitos trabalhadores e investidores vivem temerários com o fim da Zona Franca de Manaus e o Polo Naval poderá dar uma nova força a nossa economia”.
Hoje, o Polo Naval já existe em Manaus e é considerado o segundo maior do Brasil, com um faturamento de US$ 800 milhões registrados no ano passado. O setor emprega, atualmente, 14 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos.
Com a criação de uma área para atuação o segmento, o faturamento do setor pode chegar a USS 15 bilhões em dez anos e gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos em Manaus. O projeto do novo Distrito Naval consta que será constituído de terminal de carga e descarga, aeroporto, estaleiro de reparo, estaleiro de construção e metalurgia para fornecimento de insumos e peças para embarcações.







