Vereadores agilizam votações para entrar 2012 com menos pendências

Em: 14 de dezembro de 2011
A CMM (Câmara Municipal de Manaus) apressa o passo para limpar a pauta de matérias deste ano. No início da semana, os vereadores votaram 36 projetos de lei de autoria do Executivo e vereadores da Casa
A CMM (Câmara Municipal de Manaus) apressa o passo para limpar a pauta de matérias deste ano. No início da semana, os vereadores votaram 36 projetos de lei de autoria do Executivo e vereadores da Casa

A CMM (Câmara Municipal de Manaus) apressa o passo para limpar a pauta de matérias deste ano. No início da semana, os vereadores votaram 36 projetos de lei de autoria do Executivo e vereadores da Casa. Destes, dez foram deliberados, nove tiveram seus pareceres favoráveis aprovados e seguem para as Comissões temáticas, um foi retirado de pauta e outro recebeu pedido de vistas. Sete tiveram seus vetos totais mantidos, três tiveram seus pareceres contrários aprovados e cinco foram encaminhados a sanção do prefeito Amazonino Mendes (PDT) após aprovação em plenário.
Entre os projetos mais polêmicos está o de autoria do vereador Isaac Tayah (PSD) que determina a instalação de bloqueadores de celular nos postos de serviços das instituições bancárias e financeiras no município de Manaus. Para o vereador Paulo De Carli (PSDB) a preocupação da CMM deve ser a aplicabilidade da lei, já que o acesso de funcionários com clientes também seria restrito. O tucano ressaltou a importância da lei porque, segundo ele, resolveria o problema dos assaltos que são comunicados de dentro das agências, porém, limitaria clientes e funcionários. “Às vezes o gerente não está próximo ao telefone convencional e uma comunicação séria é impedida. Temos que começar a pensar porque a ideia é interessante, mas será que este é o remédio?” , questionou De Carli.
Já o vereador Wilton Lira (PTB) destacou que as agências bancárias tornaram-se o principal foco da ação de bandidos que vão desde assaltos até mesmo sequestros-relâmpagos. O parlamentar considera que o uso de celulares é o principal instrumento para as ações criminosa praticadas na saída dos bancos. “Acredito que a tecnologia de bloqueadores de uma determinada área, contribui para a segurança daqueles que utilizam a instituição é fundamental, já fui testemunha de assaltos brutais em saídas de bancos e conheço a necessidades de medidas como estas”, ressaltou Lira.
O autor da matéria justificou que a intenção é que a nova lei dificulte o acesso dos criminosos aos usuários das agencias bancárias. Tayah exemplificou que em algumas situações a tentativa de impedimento do uso de celular por guardas que prestam serviço nas instituições tem gerado confusão, “Por conta destas situações, é melhor bloquear, porque as pessoas não querem abrir mão do uso do telefone. Imagine eu como médico, operando com celular no ouvido, não tem como mesmo usando fone de ouvido. Para isso existem bloqueadores dentro dos centros cirúrgicos, isso já existe e podemos empregar nos bancos da nossa cidade”, finalizou Tayah.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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