Vinculação de incentivo fiscal ao PIB é criticada

Em: 18 de setembro de 2013
A nova investida do PSDB contra o modelo Zona Franca de Manaus sobre a questão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) levou o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) a tratar o tema no plenário da Aleam
A nova investida do PSDB contra o modelo Zona Franca de Manaus sobre a questão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) levou o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) a tratar o tema no plenário da Aleam

A nova investida do PSDB contra o modelo Zona Franca de Manaus sobre a questão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) levou o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) a tratar o tema no plenário da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), na manhã desta terça-feira (17).
Desta vez os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste liderados pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), se uniram contra a proposta de reforma que tramita no Congresso Nacional, que cria três alíquotas interestaduais de ICMS, 4%, 7% e 12% até 2018. Os governadores desses Estados vão se reunir hoje em Brasília, com suas respectivas bancadas, para propor que a política de incentivo fiscal passe a ser vinculada ao PIB (Produto Interno Bruto) de cada Estado.
Com isso, Marcelo Ramos disse que os Estados com menor PIB (Produto Interno Bruto) passam a ter uma flexibilidade maior no que diz respeito aos incentivos fiscais, diferente do Amazonas que possui o 14º PIB do país, por conta do PIM (Polo Industrial de Manaus). “Essa proposta inviabiliza a presença e a manutenção das indústrias que hoje estão consolidadas em Manaus por contas dos incentivos fiscais da ZFM”, disse.
Segundo o deputado, a tese que pode até numa vista superficial parecer razoável, de garantir maiores incentivos para quem tem o menor PIB, ignora os fundamentos da ZFM, criada no início do período militar sob uma lógica geopolítica de ocupar a região e adensar do ponto de vista populacional essa região que tem um papel estratégico na manutenção da unidade nacional. “Com o passar do tempo o PIM agregou uma nova característica que é a preservação ambiental, modelo responsável por termos 98% da floresta em pé”, afirmou.
Para Ramos, “a tese do ponto de vista econômico tende a ser ridícula porque é obvio que se hoje o Amazonas é o 14º PIB com o PIM, sem ele certamente será o último PIB”, afirmou. “É uma proposta esdrúxula, ante a proposta do governo federal, em andamento, que é ruim, mas menos danosa do que essa”, frisou.
Os deputados José Ricardo (PT) e Marco Antonio Chico Preto (PSD), também se pronunciaram contra a medida, por considerarem que a redução de incentivos fiscais da ZFM prejudica esse Estado. Os deputados cobraram um posicionamento da bancada federal do Amazonas no Congresso.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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