Notícias chocantes sobre atos violentos se multiplicaram nas últimas semanas: É um esquartejado aqui, outro com olhos arrancados ali… E os casos poderiam continuar, é só seguir o noticiário de cada dia.
Não se trata da violência da guerra, de grupos de extermínio ou do crime organizado: é violência comum, da vida privada.
A ação das autoridades de segurança e os rigores da lei não assustam nem impedem os crimes. E corremos todos o risco de nos habituarmos com notícias e imagens brutais, com a mesma indiferença sonolenta com que assistimos a cenas de um filme. A realidade se funde com a ficção e mal caímos na conta de que, nesses casos, a morte e a dor são reais. Como explicar tanta violência no convívio social?
Os fatos denotam uma radical desconsideração pela dignidade da pessoa humana, pelos seus mais elementares direitos e pelos valores éticos que devem orientar as decisões na vida. O violento, ferindo ou matando uma pessoa, também legitima a violência, de modo implícito, também contra si próprio, pois ela pode voltar-se contra o autor dessa ação. E, se isso não lhe importa, significa que ele não tem consideração pela sua dignidade pessoal nem amor pela própria vida. Ou tem a presunção de levar sempre a melhor, e aí estaríamos diante do estágio mais primitivo do desenvolvimento humano, em plena lei da selva.
A violência é dos brutos e denota uma lamentável inconsciência diante da dignidade da pessoa, dos seus direitos fundamentais. É ausência de sensibilidade, ou desprezo pelos valores básicos da conduta.
Alguém logo apontará para a urgência de um rigor maior da lei e para a ação mais eficaz das autoridades que a representam e aplicam.
Todos esperam, certamente, que os responsáveis cumpram o seu dever e as leis sejam mais conhecidas e respeitadas, porém não é por falta de leis que os crimes acontecem. E, se a grande garantia para a inibição do crime fosse a autoridade que representa a lei, estaríamos muito mal e não haveria policiais em número suficiente para vigiar todos os potenciais criminosos. A ausência da autoridade encarregada da aplicação lei não legitima o crime.
Violência cresce e assusta
Em: 11 de junho de 2013
Notícias chocantes sobre atos violentos se multiplicaram nas últimas semanas: É um esquartejado aqui, outro com olhos arrancados ali… E os casos poderiam continuar, é só seguir o noticiário de cada dia
Redação
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