Voith encaminha rotor a Belo Monte

Em: 19 de janeiro de 2015

Segundo rotor teve início em setembro e deverá ser concluído em julho deste ano

Até o final deste mês a usina hidrelétrica de Belo Monte deve receber o primeiro rotor de turbina fabricado em Manaus. O componente, de grande porte, é o primeiro de quatro rotores que serão produzidos no PIM (Polo Industrial de Manaus) pela empresa Voith Hydro. A peça saiu de Manaus nesta semana em direção ao rio Xingu, no Estado do Pará, onde a usina está sendo construída. A segunda peça está em fase de produção e deve ser entregue em julho. A usina vai operar com um total de 18 rotores.
O primeiro rotor de turbina a fazer parte da usina hidrelétrica de Belo Monte pesa 320 toneladas e tem dimensão de 8,5 metros de diâmetro por 5,6 metros de altura ( equivalente a um prédio de dois andares). O equipamento tem capacidade de vazão para 770 mil litros de água por segundo. A produção da peça foi concluída em dezembro.
De acordo com o presidente da Voith Hydro América Latina, Marcos Blumer, a fabricação do componente contou com a mão de obra de aproximadamente 250 colaboradores envolvidos direta e indiretamente nas etapas de fundição de componentes, que ocorre na unidade da empresa localizada em São Paulo; e nos processos de montagem, solda, usina e pintura, que acontecem na Voith instalada no distrito industrial.
Blumer considera que a viabilidade logística a partir do Estado do Amazonas é excelente para o transporte de grandes componentes por conta do modal fluvial. Ele explica que o deslocamento de uma peça com maiores dimensões, como é o caso do rotor, a um local como o Estado do Pará, pode demorar até três meses. Segundo o presidente, a movimentação da mesma peça com saída a partir de Manaus e com destino à obra em questão tem um tempo reduzido a aproximadamente duas semanas, em condições normais de transporte. “A localização estratégica da Voith Manaus tornou-se um diferencial por estar no centro geográfico de uma região com vários projetos de hidrogeração, previstos ou em andamento. A proximidade com as usinas da região possibilita maior flexibilidade e rapidez no atendimento aos clientes, desde o fornecimento de equipamentos e componentes à prestação de serviços e de manutenção”, comenta.
Conforme o presidente, os portos existentes na cidade estão localizados a uma distância entre quatro e oito quilômetros da unidade fabril e todos estão equipados adequadamente para o içamento e transporte dos produtos. O embarque e desembarque de mercadorias acontece por meio de barcaças e sistema de roll on/roll off, com caminhões e rampas. “O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes também é outra vantagem porque facilita o acesso de clientes e fornecedores”.
Além da produção em atendimento à usina de Belo Monte, a Voith Hydro em Manaus também trabalha para atender ao projeto de extensão da usina hidrelétrica Santo Antônio, em construção no Rio Madeira, na cidade de Porto Velho (RO).

Segundo rotor
O segundo rotor fabricado pela Voith Manaus segue a mesma dimensão do primeiro produzido. Os outros dois componentes que ainda serão montados pela empresa também terão as mesmas medidas, que são: 8,5 metros de diâmetro por 5,6 metros de altura, com peso de 320 toneladas.
A produção do novo rotor teve início em setembro de 2014 e tem previsão para ser concluído em julho deste ano. O processo fabril também envolve os 250 funcionários existentes nas empresas instaladas em Manaus e em São Paulo. “Ao passar por cada unidade gestora, a vazão de água é da ordem de 775 metros cúbicos por segundo”, informou Blumer. As matérias-primas que compõem o rotor são: aço inoxidável e cromo níquel 13.4 (soldado, laminado, fundido e usinado).
Conforme o presidente, a fabricação dos demais rotores seguirão um cronograma de entregas previstos para julho deste ano e em 2016. Ele explica que os outros 14 rotores estão sob a responsabilidade de outros fornecedores. “Em Manaus já produzimos componentes para as usinas hidrelétricas Ferreira Gomes, no Amapá; de Jirau, que está em construção no rio Madeira, em Rondônia; e Teles Pires, em Mato Grosso. Trouxemos todo o processo de transformação tecnológica para a cidade.
Confiamos, investimos e apostamos porque confiamos na região”, disse.
Além da parte mecânica, a empresa também fornece os equipamentos auxiliares que consistem na parte de periféricos elétricos e de automação da usina.

Priscila Caldas
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Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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