O nível de emprego com carteira assinada no Amazonas alcançou variação positiva de 126,13% no acumulado dos dois primeiros meses do ano, percentual que representa a admissão de 1.488 trabalhadores ante os 658 admitidos entre janeiro e fevereiro do ano passado.
Os dados divulgados pelo Sine-AM (Sistema Nacional de Emprego do Amazonas), têm por base os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e chamam atenção para o fato de que, em fevereiro, a demanda por mão-de-obra especializada cresceu 4,7% em relação ao mês anterior, acompanhando a oferta de oportunidades durante todo o período.
A direção do Sine-AM informou que das 1.805 vagas disponibilizadas, em fevereiro, 1.022 foram preenchidas, perfazendo um residual de apenas 783 vagas ainda à espera de candidatos. Nesse cenário, conforme os dados da secretaria, comparativamente ao mesmo período do ano passado, o patamar de crescimento da intermediação de mão-de-obra foi 56,6% maior que o mesmo período do ano passado, quando cerca de 440 trabalhadores foram inseridos no mercado de trabalho.
Participação
feminina
Outro dado importante aponta para maior participação feminina na economia local. No estudo do Sine-AM, as mulheres reduziram em praticamente 7% a diferença na disputa com os homens pelo primeiro emprego. Das 2.574 carteiras de trabalho expedidas em primeira via no acumulado do ano, 1.244 foram de interessadas em participar ativamente da economia local. A expansão dessa participação no mercado de trabalho, que era, até o fim do ano passado, de 32,8% em relação ao ano anterior, subiu para 37,3% no primeiro bimestre deste ano.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Waldemir Santana, revelando dados estatísticos da própria entidade, explicou que grande parte da mão-de-obra feminina tem por destino as fábricas do PIM (Pólo Industrial de Manaus), cuja preferência por mulheres nos setores de metalurgia e mecânica saltou de 24,7% em fevereiro do ano passado para 46,1% este ano.
Mas apesar do saldo positivo na oferta de emprego na capital, Santana criticou a reduzida taxa de emprego no interior como falta de empenho do governo em levar incentivos fiscais aos municípios. Segundo o dirigente, o Estado iria gerar muito mais empregos se o governo federal aumentasse, por exemplo, o incentivo fiscal de empresas que investem em responsabilidade social ou no interior. “Hoje, um dos grandes entraves para essa evolução na indústria de áudio e vídeo está justamente no fato de o governo federal permitir a entrada de um alto volume de placas de circuito para áudio e vídeo fabricadas na China, tirando a oportunidade de mais empregos no PIM. Há um evidente desrespeito do país em relação aos termos da OIT (Organização Internacional do Trabalho) enquanto incentivador do trabalho escravo”, resumiu.
Santana afirmou que diante da sustentabilidade observada no processo de criação de empregos alavancado pela chegada de novas empresas do pólo de duas rodas, é plenamente possível vislumbrar que o Amazonas, encerrará o primeiro semestre do ano mantendo a média de crescimento de 4,5% ao ano na criação de emprego formal.
O executivo, apontando dados do Caged, lembrou que a evolução das taxas de empregos formais, em Manaus, a partir da oferta de 3.037 novos postos, resultou num impacto positivo de 46,5% ante os dois primeiros meses do ano passado.







