O bom desempenho do setor de duas rodas registrado no fim do ano passado refletiu de forma positiva o cenário de produção da Yamaha Motos da Amazônia. A empresa fechou 2019 com 153 mil unidades produzidas no PIM (Polo Industrial de Manaus) e projeta um crescimento de 4% nas vendas em 2020. A redução das taxas de juros e flexibilidade das formas de pagamento trouxeram otimismo para o consumidor no mercado e boas expectativas para mais produção.
De acordo com a companhia, o número é 0,91% maior em relação ao mesmo período de 2018 – quando a empresa produziu 151 mil motos. O bom resultado representa a fabricação de 1.381 unidades a mais em relação aquele ano, quando o setor de duas rodas iniciava seu processo de recuperação após crise recessiva no país.
"Estamos crescendo e voltamos a respirar. Voltamos a ser o sexto maior no mercado mundial. O setor depende muito dos créditos. E o crédito aos poucos está sendo retomado. Mas, nós temos uma inadimplência muito alta e a questão do desemprego. Então, isso vem sendo construído aos poucos. A tendência é que 2020 continue com essa gradualidade. Crescendo aos poucos", destacou o gerente de relações institucionais, Afonso Cagnino.
Para este ano, a empresa projeta um crescimento nas vendas impulsionado pelo novo modelo de scooter, XMax 250, lançado em novembro do ano passado, no Salão de Duas Rodas, em São Paulo. Segundo o diretor executivo, Anderson Chaves, desde o sucesso do lançamento, a empresa tem recebido um grande volume de reservas. A expectativa é o modelo chegue nas lojas a partir de abril deste ano.
Em 2019, as vendas de motocicletas da empresa no atacado, foram de 149.124 unidades contra 136.441 comercializadas do ano anterior. A quantidade representa um crescimento de 9% em relação a 2018. Em relação às vendas no varejo, foram comercializadas 151,126 unidades contra 128.865 motocicletas, representando um crescimento de 17% em relação ao ano anterior.
O emplacamento das motocicletas da marca Yamaha também acompanhou o bom desempenho das vendas. Em 2019 foram emplacadas 151.126 motocicletas, uma alta de 14,73% e 22.261 unidades a mais em relação a 2018.
Exportações
Se por um lado o número das vendas e da produção da marca cresceu, o número de exportação caiu. Área ainda muito dependente do mercado argentino, que enfrenta uma grave crise econômica, as vendas externa mostraram uma queda de 74,89%, com apenas 7.021 unidades exportadas. Na análise do diretor executivo, Anderson Chaves, tem sido difícil competir com o custo de produção de outros países como o mercado asiático China e Tailândia que consegue vender um produto muito mais barato para outros países. Apesar disso, ele destacou que a empresa tem buscado estratégias de mercado visando outros mercados consumidores.
“Eles conseguem vender um produto mais barato para Argentina do que nós, porque o custo Brasil nos prejudica na competição. Temos buscado outros segmentos na América do Sul do Norte e oceania. A Argentina não é mais nosso único pilar, mas se ela vir novamente, ela será bem vinda", disse.
Segundo o diretor de relações institucionais da Yamaha, Hilário Kobayashi, os números positivos da empresa representam que o mercado vem gradualmente se adequando à nova realidade, com crescimento evolutivo e sustentado. “A procura do consumidor por alternativas de mobilidade urbana, o bom desempenho e o baixo consumo das motocicletas, a redução das taxas de juros e de flexibilidades nas formas de pagamentos são fatores que aqueceram o mercado de duas rodas em 2019”, disse.






