ZFM, desafio do cinquentenário

Em: 29 de fevereiro de 2008
O desafio desta década, cuja resposta pode marcar de forma indelével o cinquentenário da ZFM, é uma“Revolução Educacional”.
O desafio desta década, cuja resposta pode marcar de forma indelével o cinquentenário da ZFM, é uma“Revolução Educacional”.

O desafio desta década, cuja resposta pode marcar de forma indelével o cinquentenário da ZFM, é uma“Revolução Educacional”. Só a educação, com ênfase na formação científica, produzirá os conhecimento técnico e as inovações que possibilitarão à Amazôniaem geral, e ao PIM em particular, alcançar um futuro promissor. Entretanto, para ser bem-sucedida, essa revolução tem de começar pelo início do ensino, pois educar é um processo sedimentar –acumulação progressiva de conhecimentos e ampliação das competências intelectuais. Tal como acontece na construção civil, que principia a obra pelo preparo do alicerce –quanto mais sólido melhor–, a estratégia de uma eficaz política pública para aprimorar o padrão de qualidade da educação deve priorizar as fases iniciais. É essencial, por exemplo, que a etapa da alfabetização (a mais importante de todas) seja feita de forma rigorosamente completa. O esforçoda sociedade deve concentrar-se na formação da base educacional, isto é, da pré-escola e dos níveis fundamental e médio. Só com a adoção dessa seqüência lógica serápossível obter sucesso. Da qualidade das fases iniciais irá depender o preparo dos estudantes que entrarão nas universidades. Se o preparo for ruim, forçará o nivelamento das escolas de nível superior por baixo, o que dá origem a um processo de mediocrização crescente. Se os estudantes forem bem-preparados, o ingressona universidade criará pressões para melhorar cada vez mais o ensino. É um círculo virtuoso de sinergia que estimulará o próprio professor a melhorar. Na era do conhecimento, só o capital humano de qualidade cria, direta ou indiretamente, competitividade –a condição indispensável para o êxito na economia globalizada. Os exemplos estão nos países que tiveram, em época recente, rápido desenvolvimento, tais como: Coréia do Sul, Cingapura, Taiwan, Irlanda, Espanha, China etc. A lição que essespaíses ensinaram é que a existência de lideranças competentes, totalmentecomprometidas com o futuro da nação, é uma condição essencial para a eclosão de uma revolução educacional. A Suframa, que representa o braço do governo federal na Amazônia Ocidental, poderia unir-se à Prefeitura Municipal de Manaus e ao governo do Estado –com apoio do empresariado– para, em um esforço conjunto, se engajarem na promoção de uma “Revolução Educacional” na ZFM. Até o aproveitamento do potencial que a riqueza do complexo bioma amazônico encerra necessita de conhecimento científico, que implica na formação de cérebros locais; o Amazonas não poderá depender exclusivamente de especialistas estrangeiros ou de outros Estados. Claro que não é possível prescindir da colaboração de cientistas estrangeiros e de outros Estados em áreas específicas. Esta é a única forma de tornar factível ao Amazonas (ao PIM em especial) inserir-se competitivamente na economia do conhecimento. A concretização bem-sucedida desse esforço conjunto é o grande desafio que se lança ao governo, às classes empresariais e trabalhadoras, à elite intelectual e aos demais segmentos da sociedade civil organizada. É o desafio da década do cinqüentenário da ZFM. Epidemias do futuro Vírus emergentes e outros microorganismos patogênicos poderão trazer no futuro sérios problemas para a humanidade. Os locais mais prováveis para o aparecimento de surtos são os que unem pressão humana sobre regiões selvagens e condições socioeconômicas desfavoráveis. Doenças infecciosas podem se tornar mais freqüentes devido à aproximação do homema áreas anteriormente desabitadas. É a advertência veiculada na revista“Nature” (www.nature.com) da semana passada, que indica locais do planeta mais prováveis para o surgimento de epidemias (os chamados “hotspots”). Cientistas de diferentes organizações americanas e britânicas crêem que a região tropical, ao satisfazer àquelas condições, é a que mais concentra esses “hotspots”. “Precisamos estar lábuscando o novo HIV. Nossa prioridade é fixar medidas de vigilância inteligente nesses hotspots

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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