A globalização tem aproximado pessoas e negócios, mas se distanciado socialmente do homem. O mundo irrequieto tem sido exigente com todos os que habitam neste planeta. Ora, pela busca incessante do ter, do consumo desenfreado, e de outro modo, pelas mãos dos avanços tecnológicos e do que se denomina “progresso”. Diga-se de passagem, este formato meramente econômico vem produzindo milhares de bens de consumo para este mesmo homem, sob o olhar nervoso das ações mercantis. Este, por sua vez, patrocinado pelo insaciável capitalismo que a todos bombardeia diuturnamente com seus efusivos apelos publicitários. Portanto, tais mecanismos têm privilegiado alguns poucos e alijados outros milhões desprovidos de pão e conhecimento para acompanhar a evolução do capital. Por certo o velho jargão popular se fará presente quando se reafirma “o mundo trata melhor quem se apresenta melhor”. Assim, nas linhas não menos convencionais desta abordagem, faremos uma percurso linear para explicitar como anda o mundo dos negócios e o que se espera do homem dito “moderno” para contrapor o crescente desemprego.
Ausência de habilidades e competências é uma chaga social
Alguns questionamentos precisam ser feitos para entendermos como se dá a engrenagem das prestadoras de recursos humanos no que tange as contratações de pessoas para compor o quadro funcional das empresas. Para isso, é bom visualizar o que a sociedade fará para suprir as demandas e manutenção de sua empregabilidade? Como as empresas ditas socialmente responsáveis estão atuando para gerar empregos? De que forma os órgãos representativos do poder público estão mobilizados na apresentação de projetos educacionais que contemplem os desprovidos de escolaridade? Como fazer para dar acesso às pessoas com baixa capacitação? Visto que os benefícios advindos do capital na contabilidade social em certos casos, tem deixado a desejar. No balanço geral, a ausência de saberes por parte das pessoas tem contribuído para o significativo aumento dos índices de desemprego. É sabido que as ofertas de emprego e renda apresentadas pelo setor público ou mesmo pela iniciativa privada, com intuito de fomentar a criação de mais postos de trabalho, tem esbarrado no quesito ausência de habilidades e competências. O que se configura em uma verdadeira chaga social por conta do numero crescente de desempregados.
Empresas querem os talentosos capazes de solver problemas
Nenhuma empresa existe para brincar de negócio, muito pelo contrário, toda e qualquer companhia se estabelece no cenário competitivo da economia para brilhar e gerar dividendos, exportar, crescer e expandir capacidades produtivas. Neste particular, temos conversado com empreendedores, gestores de talentos por este país afora, e constatado que pequenas médias e grandes organizações, não mais desejam identificar em seus quadros, pessoas com habilidades diminutas. Ao contrário do que se pensa, companhias de todos os tamanhos querem ver integrando seus times pessoas talentosas com grande capacidade de solver problemas que se apresentam como resultante das demandas comerciais do dia-a-dia. O conhecimento nada mais é do que a capacidade de perceber, apreender e desenvolver tarefas com qualidade, quantidade, e finalidade de mover coisas e exercer funções que possam compor o ambiente laboral. O não conhecimento é o poder inexistente, pois aquele que não possui saberes pertinentes ao segmento de negócio ou serviço, dificilmente conseguirá recolocação nos espaços de trabalho. Neste caso estamos conceituando o que ocorre com indivíduos com esta característica. Diferentemente do que analisa sobre pessoas com elevado coeficiente de inteligência e de grande formação intelectual, sendo isso o que enche os olhos dos gestores de pessoas por sua múltiplas competências.
Competição, a tônica da sobrevivência do emprego
Alguns autores lembram que o ser humano tem pelos menos duas chances de vencer na vida. Uma delas seria herdar uma fortuna e administrá-la de modo a







