Empresários do comércio ganham primeira cooperativa de crédito

Em: 15 de maio de 2008
Aprovada na quinta-feira pelo Banco Central, a entidade vai começar a operar em 90 dias sob o gerenciamento da Fecomercio. O foco da cooperativa é o microcrédito.
Aprovada na quinta-feira pelo Banco Central, a entidade vai começar a operar em 90 dias sob o gerenciamento da Fecomercio. O foco da cooperativa é o microcrédito.

O Banco Central apro­vou na manhã de quinta-feira, a criação da Credempresa (Co­­operativa de Crédito Empresarial de Manaus), primeira do segmento destinada aos empresários do comércio amazonense e a quinta na região Norte. Sob o gerenciamento da Fecomercio, cogita-se que a iniciativa poderá alcançar num primeiro momento mais de 500 empresas de pequeno e médio porte da capital com a oferta de microcréditos a juros que poderão alcançar 3,5% ao mês.

Capital
integralizado
O assessor econômico da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira da Silva, explicou que a Credempresa dispõe de R$ 300 mil como fundo de reserva proveniente de capital integralizado da venda de ações para os empresários cooperados, embora a idéia seja alcançar em dois anos um volume fiduciário que ultrapasse os R$ 5 milhões.
“Para isso, um dos objetivos da cooperativa é ampliar o leque de empresas atendidas a partir da diversificação dos serviços. Dentro de dois anos, por exemplo, a Credempresa passará a expedir talão de cheque e operar com cartão de crédito próprio”, ressaltou o especialista da entidade.

Vai atender todas as atividades

José Fernando disse ainda que, com a aprovação do Banco Central, a nova cooperativa, cuja sede funcionará nas instalações da própria Fecomercio, terá três meses para começar as operações. Segundo o economista, a Credempresa não fará distinção do gênero de empresa no momento de solicitar liberação de crédito, sendo exigido apenas que a demandante pertença ao setor comercial. “Além do fato de ser pioneira no Amazonas, a cooperativa quer estabelecer o microcrédito como seu principal carro-chefe para ampliar os investimentos no comércio local”, asseverou.
Na opinião do presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, a criação de um fundo fiduciários para as pequenas e microempresas é uma conquista do setor e, ao mesmo tempo, uma reiterada prioridade para ampliar as melhorias do comércio amazonense. “Microempresas e empresas de pequeno porte devem ser estimuladas a empreender com esses projetos, afinal elas empregam e geram renda”, frisou ele.
O presidente da Fecomercio, José Roberto Tadros, explicou que uma das principais vantagens para os cooperados será a inexistência de burocracia para a obtenção de empréstimo. O empresário explicou ainda que a Credempresa é objeto de um estudo feito pela Fecomercio, como forma de assegurar processos mais rápidos na aquisição de empréstimos a juros baixos. “Todo mecanismo legal que sirva para alavancar desenvolvimentos setoriais e, consequentemente a economia, não pode ser visto com reservas. A oferta de crédito é a oportunidade de oferecer condições a um número cada vez maior de empresários de crescerem e ampliarem mão-de-obra”, ressaltou.
Como metas para este ano, além da Cooperativa, a Fecomercio pretende entregar a Biblioteca Hildeberto Corrêa Dias, uma central de serviços e telemarketing além da pesquisa sobre comportamento do turista em Manaus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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