A posição do ministro das Telecomunicações, Hélio Costa (PMDB), de querer retirar do Amazonas uma garantia constitucional de fabricar os set-top box ou conversores digitais e que à época travou uma intensa batalha entre as empresas do PIM (Pólo Industrial de Manaus), sindicatos e representantes de associações com o ministro que queria a todo custo levar e descentralizar a produção desse aparelho para municípios do interior de Minas Gerais, voltou a discussão no plenário da Assembléia Legislativa pelo deputado Marcos Rotta.
Segundo ele, não há o que se discutir ou reprovar se alguém tenta defender a geração de emprego e renda em seu Estado, mas não se pode permitir que um ministro de Estado adote esse comportamento confundindo sua posição de magistrado na condição ministro com a sua eleição para o Senado representando o Estado de Minas Gerais e, com isso, prejudicar outra Unidade da Federação, posição pela qual fui crítico há alguns meses em relação à postura de Hélio Costa.
Rotta aproveitou o momento para falar sobre reportagens nos principais jornais da cidade, que trazem o ministro Hélio Costa fazendo elogios à Provil que está produzindo o set-top box e a outras empresas instaladas no PIM, que também têm essa intenção de produzir os conversores para a televisão digital.
Explicou Marcos Rotta, que quando houve o lançamento da TV Digital o set-top box era comercializado a R$ 1.080 e, hoje, está na faixa de R$ 299 e existe ainda uma predisposição de várias outras empresas de seguirem o exemplo da Provil de fazer a popularização dos conversores digitais.
“Existe um entendimento do governo federal de que o próprio governo poderá subsidiar a aquisição do set-top box, através de financiamentos de bancos públicos e privados”, afirmou o deputado.
Mercado ainda apresenta timidez
O deputado Marcos Rotta observou que há a intenção de se diluir o valor de R$ 200 ou R$ 220 em parcelas que custarão ao consumidor em torno de R$ 7 por mês.
Sem dúvida -disse Rotta- trata-se de um grande momento para todos os consumidores embora se perceba uma certa timidez em estados como São Paulo e Rio de Janeiro que são os precursores da era da TV Digital, mas mesmo assim representa um grande ganho de posicionamento do governo, pois várias são as conquistas com o consumidor podendo interagir com sua programação. Trata-se de um grande momento, quando o ministro afirma que qualquer Estado que queira antecipar a chegada da era digital pode fazer por meio de entidades que representam os mecanismos televisivos.
O parlamentar aproveitou o momento para fazer um apelo ao presidente do Sinderpam (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Amazonas), Guilherme Aluízio, para que solicite em nome dos consumidores amazonenses essa antecipação para nossa capital e todo o Amazonas. Isso sem dúvida alguma representa um ganho importante, que teremos com a modernidade através da era digital por intermédio do governo federal ao permitir o acesso de pessoas simples a esse momento ímpar que é a questão da TV Digital.
O deputado Marcos Rotta vê com bons olhos a posição do ministro em reconhecer, agora, que quando votou a medida provisória garantindo a confecção do set-top box no Amazonas, por empresas do Pólo Industrial Manaus, o fez de forma correta, só errou quando confundiu sua condição de senador da República por Minas Gerais com a de magistrado que deveria ter na condição de ministro do Estado.







