Novo ano deve ter menores reajustes salariais

Em: 18 de dezembro de 2008
Hewitt Associates realizou uma pesquisa de pulso sobre os planos para a remuneração em 2009 e avaliou os reflexos da crise nos salários e empregos. Resultados: mais 70% das empresas no Brasil pretendem congelar contratações
Hewitt Associates realizou uma pesquisa de pulso sobre os planos para a remuneração em 2009 e avaliou os reflexos da crise nos salários e empregos. Resultados: mais 70% das empresas no Brasil pretendem congelar contratações

Hewitt Associates realizou uma pesquisa de pulso sobre os planos para a remuneração em 2009 e avaliou os reflexos da crise nos salários e empregos. Resultados: mais 70% das empresas no Brasil pretendem congelar contratações. E acima de 20% planejam reduzir as promoções
As empresas do Brasil, Argentina, Chile, México, Porto Rico e Venezuela já definiram, em seu planejamento para 2009, congelamento de contratações, menores reajustes salariais e, em menor escala, redução das promoções e até demissões. No Brasil, mais de 40% das empresas participantes da pesquisa da Hewitt prevêem demissões em função da crise econômica, índice só superado pelos 45% da Argentina.
Congelar contratações é a medida com maior índice nas empresas da América Latina, principalmente no Chile (quase 80%). A Venezuela foi o país com menor índice de empresas que pretendem demitir colaboradores: 18%.
“A crise já é uma realidade para as empresas destes seis países, embora ainda seja difícil avaliar o quanto impactará o Produto Nacional Bruto de cada um deles em 2009. De qualquer maneira, já provocou mudanças abruptas nos reajustes previstos para o ano que vem, e nas contratações. O cenário mais provável é de congelamento de vagas, com reajustes salariais menores, em intervalos de tempo maiores”, resumiu Patrícia Hanai, consultora sênior de Remuneração e Recompensas.
“Já quanto às demissões, no curto prazo o aumento do desemprego não tende a aparecer nos indicadores oficiais da economia brasileira, principalmente, devido à diferença de tempo entre a realização dos cortes, a apuração realizada pelos institutos de pesquisa e o aumento do consumo desta época do ano. No entanto, no longo prazo e com o agravamento da crise, a tendência é de alta”, ressaltou Patrícia.
Aumentar o intervalo entre os reajustes salariais será uma das medidas, por exemplo, para 23% das empresas mexicanas que participaram da pesquisa.
Congelar salários, para 30% das empresas brasileiras.
Em dois meses, houve acentuada mudança de planos para a remuneração em 2009. Em todas as categorias profissionais da pesquisa houve queda na perspectiva de reajuste. No Brasil, a queda do reajuste previsto foi de 7,5% para 6,5%, aproximadamente, portanto, pouco acentuada. Na Argentina, contudo, com índices inflacionários bem mais expressivos, o reajuste médio caiu de 20%, para 18,5%.
Somente na Venezuela, também com crescimento explosivo da inflação, a previsão de reajuste foi alterada para cima: de 25% a 27%, para 32% a 36%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar