Varejo tem alta de 2,5% no faturamento

Em: 7 de maio de 2009
De acordo com Antônio Carlos Borges, economista e diretor executivo da Fecomercio, os resultados estiveram muito próximos aos projetados no final de 2008, mas a surpresa foi a recuperação parcial do desempenho em março
De acordo com Antônio Carlos Borges, economista e diretor executivo da Fecomercio, os resultados estiveram muito próximos aos projetados no final de 2008, mas a surpresa foi a recuperação parcial do desempenho em março

De acordo com Antônio Carlos Borges, economista e diretor executivo da Fecomercio, os resultados estiveram muito próximos aos projetados no final de 2008, mas a surpresa foi a recuperação parcial do desempenho em março, dado que as perspectivas projetadas para 2009 são de um primeiro semestre ­bastante adverso.
“Após esse resultado previsto e realizado é o momento de rever as projeções para o ano”, afirmou.
Em março, o comércio automotivo apresentou um crescimento do faturamento real de 13,4% em comparação a março de 2008.
Esse desempenho se deve aos efeitos da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os automóveis novos, incentivando os consumidores a deixar de lado a queda na confiança para aproveitar a oportunidade. “Este fator fez com que o ritmo de vendas voltasse aos níveis de 2008 e já existem listas de espera para alguns modelos.”

Elevação nos setores

Para Borges, no curto prazo, a diminuição do IPI –que tem prazo determinado para acabar – garante a manutenção do emprego no segmento, conforme o objetivo das ações adotadas pelo setor público.
No acumulado do ano, a atividade ainda apresenta perdas de 3%, em comparação ao primeiro trimestre de 2008, com tendência de recuperação ainda mantida para os próximos meses.
O setor de Farmácias e Perfumarias registrou elevação de 14,6% no faturamento real em relação à igual mês do ano passado e ficou novamente com o melhor desempenho do comércio para o mês. O acumulado no ano está em 11,8%.
Segundo Borges, o aumento na massa real de rendimentos na região, adicionado ao crescimento do consumo dos medicamentos genéricos e ao grande mix de produtos, com destaque para perfumaria, pressionou mais uma vez o índice positivamente.
Pela terceira vez no ano, as lojas de departamento registraram incremento de 1,6% em seu faturamento real de março, em comparação com o ano anterior.
Em fevereiro, a atividade havia apontado alta de 3%, registrando no acumulado do primeiro trimestre variação positiva de 6,3%.
Segundo Borges, esta é a terceira elevação consecutiva do índice, que no ano de 2008 teve queda de 11,4% no acumulado do ano –o pior desempenho dentre todos os grupos que foram avaliados pela PCCV. “Um fator que pode influenciar o faturamento real da atividade nos próximos meses é a redução do imposto sobre produtos industrializados para os eletrodomésticos”.
No segmento de Móveis e Decorações, o desempenho apontou crescimento de apenas 0,4% sobre março de 2008, descontados os efeitos da inflação. No acumulado do ano, o segmento apresentou números bem inferiores do que na margem: queda de 8,5% no ­faturamento real.
“Esse setor é muito influenciado pela queda na confiança do consumidor em assumir compromissos de longo prazo. Ao mesmo tempo o segmento não recebe nenhum tratamento especial do setor público – como no caso de automóveis e, mais recentemente, da linha branca”, avaliou Borges.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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