MARCELO PERES
fACE: MARCELO.PERES Twitter: @JCommercio
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e o governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), trabalham nos bastidores para fortalecer a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, que acontece em 30 de outubro, dia em que todo o Brasil conhecerá os novos governadores e o vencedor da corrida pela Presidência da República.
Na quarta-feira (12), Lima esteve reunido com as lideranças do grupo conservador ‘Direita Amazonas’ em Manaus, quando anunciou o crescimento de alianças para o apoio à reeleição de Bolsonaro.
“O Estado do Amazonas está fechado com o presidente Jair Bolsonaro e o governador Wilson Lima”, enfatiza publicação na página oficial do grupo da direita que defende o bolsonarismo.
No plano nacional, a disputa está polarizada entre Bolsonaro e Lula. E, no Estado, Wilson Lima e Eduardo Braga (MDB) brigam pelo Palácio Rio Negro. No fim de semana, Almeida e Lima mantiveram encontro com setores da direita para definir estratégias para a reeleição do chefe do Executivo nacional.
O prefeito da capital era a última peça que faltava no tabuleiro eleitoral para reunir mais votos pró-Bolsonaro. No primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com folga o atual presidente com uma diferença de pelo menos 7% nas intenções de voto.
Porém, a grande esperança é que a situação se inverta na segunda fase do pleito. Almeida reúne grande cacife. Seu reduto eleitoral entre os evangélicos tem muita força, algo que pode muito bem beneficiar o presidente da República.
Inicialmente, o prefeito se negou a apoiar Bolsonaro por conta dos decretos presidenciais que reduziram o IPI, cuja isenção é o principal motivador de manutenção de empresas e atração de novos investimentos para o Amazonas.
Virada
Mas nada que conveniências e interesses políticos não pudessem corroborar para a direita cooptar o apoio do atual prefeito da cidade. Em um vídeo veiculado nas redes sociais, Almeida aparece ao lado de Bolsonaro pedindo votos e apoio do povo do Amazonas para votar no presidente e no governador Wilson Lima, grande aliado do chefe do Executivo, ato que deixou estupefato o cenário político regional.
“Com Bolsonaro, podemos dar continuidade às parcerias entre a prefeitura e o governo do Amazonas, que também tem grandes chances de vencer”, ressaltou o prefeito de Manaus.
Bolsonaro aproveitou a situação, apesar de ter acumulado desgaste com a redução do IPI para 35%. “Todos unidos em defesa da nossa Zona Franca”, disse, tendo ao lado o prefeito David Almeida, em Brasília.
No contrapeso eleitoral, o senador Eduardo Braga conta com o apoio de Lula, que sempre aparece na propaganda eleitoral no rádio e na TV, e também nas redes sociais, declarando o apoio ao seu principal aliado no Amazonas.
“Com Braga no governo, vou poder defender a Zona Franca e promover os benefícios para uma região tão isolada do resto do País como o Estado do Amazonas. Mas nenhum amazonense vai ficar abandonado”, garante Lula ao recomendar os votos dos eleitores no senador.
No entanto, prefeituras de municípios do interior que votaram em Braga, onde ele hipoteticamente tem grande curral eleitoral, decidiram apoiar Wilson Lima no segundo turno das eleições, segundo dados extraoficiais.
Agora, só as urnas eletrônicas dirão se essa tendência positiva se manterá no candidato escolhido por Lula para disputar o governo do Amazonas. Como no plano nacional, a briga local continua ainda muito indefinida a pouco menos de duas semanas para a votação no dia 30.







