Comércio global pode ser afetado por protecionismo

Em: 3 de junho de 2009
Intervenções governamentais com a finalidade de amenizar o desafio de países em relação às questões ambientais, bem como a concessão de benefícios para enfrentar a atual crise econômica, ­podem agravar esses problemas futuramente
Intervenções governamentais com a finalidade de amenizar o desafio de países em relação às questões ambientais, bem como a concessão de benefícios para enfrentar a atual crise econômica, ­podem agravar esses problemas futuramente

Intervenções governamentais com a finalidade de amenizar o desafio de países em relação às questões ambientais, bem como a concessão de benefícios para enfrentar a atual crise econômica, ­podem agravar esses problemas futuramente.
Esta é a opinião defendida pelos principais líderes mundiais da indústria de produtos florestais que se reuniram, em Londres, no encontro anual do ICFPA (International Council of Forests and Paper Associations), para tratar sobre o futuro desse setor.
Na pauta de debates, foi consenso que subsídios governamentais podem criar distorções na concorrência global e inibir os investimentos necessários para a recuperação da economia.
Tanto o protecionismo como o zelo excessivo pela economia interna podem levar à redução do comércio global e aprofundar a crise.
“A política econômica baseada na intervenção de governos é necessária no curto prazo pela urgência de se enfrentar a crise. Porém, ela poderá causar desequilíbrio na concorrência e estimular ações protecionistas”, explicou o CEO da Holmen (fabricante sueca de produtos de madeira e papéis), Magnus Hall, durante o evento que reuniu mais de 20 presidentes das indústrias florestais representando 12 países.
Os CEOs destacaram a necessidade de se buscar a inovação nos modelos de negócios do setor e demonstraram otimismo em relação à adaptação da indústria aos novos tempos, sobretudo quando o mundo todo questiona os modelos globais de negócios frente ao contexto econômico e ambiental.
A indústria de produtos florestais pode oferecer a resposta para muitas das questões que a humanidade enfrenta. Isso porque cada vez mais o mercado está optando por produtos ambientalmente corretos –que atendem às necessidades do homem sem desperdiçar os recursos naturais.
Esse comportamento reforça a tese de que apenas as indústrias que respeitam os ciclos da natureza terão sucesso no futuro.
Presidente-executiva da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), Elizabeth de Carvalhaes destacou a importância das certificações florestais neste cenário.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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