A comunidade peruana em Manaus manifestou muita preocupação com a prisão do presidente que foi destituído do cargo após tentar um golpe, fechando inclusive o Congresso peruano
O esquerdista Pedro Castillo teve aprovado o seu processo de impeachment horas depois de dizer que dissolveria o legislativo por decreto e colocar e mergulhar o país vizinho, famoso por estar situado estrategicamente na Cordilheira dos Andes, em uma crise constitucional.
“Nuestro país caminava muito bién (nosso país caminhava muito bem). E nó há más clima para golpe (não há mais clima para golpe)”, disse o peruano Alonzo Morazo, dono de um restaurante em Manaus que vende comidas típicas do Peru, inclusive o famoso cebiche, maior representante da culinária do país andino. “Pero, como fué ocurrir uma cosa así (como aconteceu uma coisa assim)”, acrescentou ele.
A estudante Glaziola Mendez, que faz intercâmbio na Ufam (Universidade Federal do Amazonas), lamentou também o episódio. “Vínhamos em plenos ventos da democracia, mas surpreendente nosso país foi sacudido novamente por ameaças golpistas”, lamentou ela, falando um ‘portunhol’ carregado de sotaque, mas muito bem compreensível.
A reportagem tentou ouvir o consulado do Peru em Manaus, mas a direção ficou de se posicionar à imprensa só a partir de sexta-feira (9). O cônsul não estava presente. Funcionários informaram que não tinham autorização para emitir qualquer opinião sobre o episódio que abalou o governo peruano.
Anteriormente, o populista presidente Pedro Castillo se manifestou publicamente pelos meios de comunicação sobre as suas pretensões. “Tomamos a decisão de estabelecer um governo de exceção, orientado a restabelecer o Estado de Direito e a democracia. Se ditam as seguintes medidas: dissolver temporariamente o Congresso da República e instaurar um governo de emergência excepcional”, disse ele na televisão aberta durante o anúncio.
No mesmo comunicado, Castillo convocou novas eleições para o Congresso, além da elaboração de uma nova Constituição em um prazo máximo de nove meses. Até a data, o país seria governado por meio de decretos presidenciais.
“Tomamos a decisão de estabelecer um governo de exceção, orientado a restabelecer o Estado de Direito e a democracia. Se ditam as seguintes medidas: dissolver temporariamente o Congresso da República e instaurar um governo de emergência excepcional”, disse o presidente peruano na televisão aberta durante o anúncio.
Ontem, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou uma nota na qual afirma acompanhar “com preocupação” a situação política no país sul-americano.
Após a tentativa fracassada de golpe, Pedro Castillo foi destituído da presidência e sua vice, Dina Boluarte, assumiu como presidente, tornando-se a primeira mulher a comandar o país.
Mobilização
Dias antes, na terça-feira (6), Castillo convocou novas eleições para o Congresso, além da elaboração de uma nova Constituição em um prazo máximo de nove meses. Até a data, o país seria governado por meio de decretos presidenciais.
E lembrou que “aqueles que promovem o processo político contra ele querem dinamitar a democracia e ignorar o direito de escolha dos peruanos, além de querer aproveitar e tomar o poder que o povo retirou deles nas urnas”.
“Tomamos a decisão de estabelecer um governo de exceção, orientado a restabelecer o Estado de Direito e a democracia. Se ditam as seguintes medidas: dissolver temporariamente o Congresso da República e instaurar um governo de emergência excepcional”, disse o presidente.
No mesmo comunicado, Castillo convocou novas eleições para o Congresso, além da elaboração de uma nova Constituição em um prazo máximo de nove meses. Até a data, o país será governado por meio de decretos presidenciais.
O presidente esquerdista tinha anunciado na terça-feira (6) que aqueles que promovem o processo político contra ele querem “dinamitar a democracia e ignorar o direito de escolha” dos peruanos, além de querer “aproveitar e tomar o poder que o povo retirou deles nas urnas”.
Foi a terceira tentativa de moção de vacância (o equivalente a um processo de impeachment) contra o presidente Pedro Castillo e a quinta contra um presidente em exercício nos últimos cinco anos.
Desde 2016, o Peru teve cinco presidentes, incluindo Pedro Castillo, eleito para o mandato presidencial de 2021 a 2026. Em 2018, Pedro Pablo Kuczynski enfrentou uma moção de vacância, mas renunciou antes da votação do impeachment.
Por MARCELO PERES
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