Grupo Homens de Bem faz última reunião do ano

Em: 16 de dezembro de 2023

Ocorreu, no final da tarde de sexta-feira, nas dependências do CMA (Comando Militar da Amazônia), anfitrionado pelo general de Exército Ricardo Augusto Costa Neves, mais uma reunião do grupo Homens de Bem, com militares das Forças Armadas e empresários do Amazonas. O objetivo deste grupo é promover a união entre as Forças Armadas e a sociedade civil. Desde 2015, até 2018, pouco antes de falecer, o criador e um dos líderes do grupo foi Guilherme Aluízio, presidente do Jornal do Commercio. Agora, quem está à frente do Homens de Bem é o CEO do JC, Sócrates Bomfim, filho de Guilherme Aluízio.

Na ocasião, o CEO do JC destacou a importância de manter esse legado do presidente in memoriam do Jornal do Commercio. “É uma responsabilidade grande estar à frente da confraria substituindo meu pai, principalmente pela importância que ela tem nessa relação das Forças Armadas com a sociedade civil”, falou Sócrates Bomfim

A confraria foi criada em 2014 e desde o início buscou aglutinar pessoas que pensam no desenvolvimento da Amazônia. “A Homens de Bem foi idealizada pelo general Villas Boas, em 2014, e prontamente encampada pelo meu pai que, em 2015, fez a primeira reunião já com o general Gaspar Teófilo à frente do CMA”, disse. 

O grupo segue crescendo mesmo atuando sem alarde, mas buscando ser propositivo. O objetivo das reuniões é explicado pelo comandante militar da Amazônia, general de Exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves. “Trata-se de uma reunião de nomes de imensos valores e ideais, que discutem o bem da Amazônia e dos amazônidas. Temos o compromisso de lutar pelo desenvolvimento sustentável protegendo o meio ambiente”, declarou o general Costa Neves. 

“Desde a criação o grupo de confrades só tem aumentado. Hoje são 40, e sempre que há necessidade de um debate entre as duas partes, sobre questões amazônicas, acontecem as reuniões”, completou Sócrates. 

É uma responsabilidade grande estar à frente da confraria substituindo meu pai, principalmente pela importância que ela tem nessa relação das Forças Armadas com a sociedade civil

Sócrates Bomfim – CEO do Jornal do Commercio

Ações sociais

A confraternização dos Homens de Bem sela as realizações do CMA ao longo de 2023, de Manaus até as fronteiras do Brasil com os países amazônicos, principalmente com ações sociais, como por exemplo o Centro de Formação de Reservistas ter sido um dos parceiros com maiores doações de sangue do Amazonas. Por essas ações, o Hemoam lhes prestou homenagens no início do mês.

E se perpetuam as Acisos (Ações Cívico Sociais) realizadas em cidades e comunidades do interior. Nas celebrações dos 30 anos de presença da Brigada das Missões, da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, no município de Tefé, a comunidade de Santo Isidoro recebeu médicos, dentistas, enfermeiros e outros profissionais da área de saúde, e foram aplicadas vacinas em adultos e crianças. Mais de 700 pessoas da comunidade e áreas circunvizinhas foram atendidas.

O general Costa Neves destacou as ações do CMA neste ano. “Este ano nossa atuação foi intensa, com muitos resultados positivos. As nossas operações nas fronteiras vieram acompanhadas de ações sociais aos ribeirinhos e povos originários. Tivemos um aumento de 700% nessas ações, que deverão continuar em 2024”, afirmou o general.

Dentro do projeto João do Pulo, o Cigs (Centro de Instrução de Guerra na Selva), em Manaus, recebeu alunos e professores da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A parceria entre o Cigs e a Apae se revelou um modelo de como a união de esforços pode fazer a diferença.

Em novembro, em conjunto com a Funai, o Comando Conjunto Ágata Fronteira Norte transportou mais de 15 toneladas de alimentos para as comunidades isoladas de Surucucu, Auaris e Sítio 14, localizadas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Ao longo de toda a operação conjunta, a distribuição de alimentos ultrapassou a marca de mais de 766 toneladas.

De olhos na fronteira

Com relação à proteção das fronteiras do Brasil, as ações do CMA são permanentes. No dia 13 passado, o Centro de Embarcações do CMA recebeu os empurradores Solimões e Rio Negro, cruciais no transporte de suprimentos de diversas classes, um passo significativo na trajetória para assegurar a defesa e a segurança da região.

Em novembro a Base de Operações do 4º Pelotão Especial de Fronteira participou de uma cerimônia de hasteamento dos pavilhões nacionais brasileiro e colombiano na região de Tríplice Fronteira, em Cucuí, no Amazonas, fortalecendo os laços de colaboração e compartilhamento de experiências entre as forças brasileiras e colombianas.

Ainda na Tríplice Fronteira foi realizada a ‘Operação Curaretinga VII’, uma das iniciativas da 16ª Brigada de Infantaria de Selva. O propósito da Operação é combater ilícitos transfronteiriços e ambientais na região e fortalecer a presença do Exército Brasileiro no Vale do Javari. Neste ano, a 16ª Brigada de Infantaria de Selva já realizou sete operações desse nível na região de fronteira, bem como foram apreendidas 4.740 kg de drogas do tipo skunk, avaliadas em mais de 94 milhões de reais; e 480 kg de pasta base de cocaína, estimadas em mais de 57 milhões de reais, pelas tropas do Comando de Fronteira Japurá em mais de 480 dias de operação e mais de 50.000 km navegados.

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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