Como é de conhecimento da população brasileira, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad foi o ministro que aumentou excessivamente os impostos e viu a dívida pública subir sete pontos percentuais no período – deixando-a em quase 79% do PIB (Produto Interno Bruto). Durante o período que passou na Fazenda, Haddad encontrou na Politica Fiscal seu maior desafio e também o ponto mais vulnerável de sua gestão, desde quando foi aprovada a proposta que abriu espaço no Orçamento para aumentar os gastos públicos.
A dívida bruta repetiu o crescimento computado nas gestões de Dilma e Temer (2915-2918) com sucessões de déficits fiscais, apesar de a carga tributária estar em patamares recordes. A dívida bruta do Brasil fechou 2025 em 78,7% do PIB, e no início do governo Lula, estava em 71,58%.
Os crescentes tributos sempre foram motivos diversos polémicas entre o ministro, o Congresso Nacional e o empresariado nesse período que esteve à frente do Ministério. Já no segundo ano de Haddad começaram com a revisão das metas fiscais, gerando reação negativa no mercado financeiro.
Ressalte-se que no segundo semestre/2025, o ministro conseguiu diversas vitórias, com a aprovação da Lei do Devedor Contumaz, do projeto que corta benefícios fiscais, do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária e da reforma do Imposto de Renda, como promessa de campanha de Lula.
No período que Haddad (a partir de 2023/fev-2026) ocupou o cargo no Ministério da Fazenda tem sido marcada por uma tentativa de reequilíbrio fiscal através do aumento da arrecadação, resultando em uma carga tributária recorde.
Observou-se que dias antes de deixar o Ministério, Haddad defendeu uma reformulação dos gastos sociais do governo federal (as bolsas em geral) e também defendeu a Política Fiscal do governo (aumento de gastos de governo [e gastos pessoais de Lulla e Janja] com aumento de tributos).
O trabalhador brasileiro carrega o Estado Brasileiro nas costas literalmente, com uma carga enorme tributária sem precedente. Observe a situação geral pós Haddad como se apresenta. Carga Tributária e Arrecadação:
Recorde de Arrecadação: O Brasil registrou em 2024 a maior carga tributária bruta dos últimos 22 anos, atingindo 32,2% do PIB, um aumento de 1,98% em relação a 2023;
Aumento de Impostos: O governo adotou diversas medidas para recompor a base tributária, incluindo a reversão de desonerações, taxação de apostas esportivas (Bets), fundos exclusivos e a tributação de compras internacionais (remessa conforme – “taxação de blusinhas”);
A “Recomposição”: Haddad argumentou que o governo herdou uma perda de 3% do PIB na base tributária, necessitando dessa “batalha” no Congresso para aumentar tributos e para recompor as contas publicas;
Crescimento do PIB e Emprego: Apesar do aumento de impostos, a economia avançou em ritmo próximo a 3% ao ano e o desemprego caiu para níveis historicamente baixos;
Reforma Tributária: Um dos principais marcos foi à aprovação da reforma tributária sobre o consumo, com regulamentação em andamento, visando simplificar o sistema e impulsionar o PIB no longo prazo;
Dilema Fiscal: Apesar do aumento de receitas, o governo convivi com dificuldades em zerar o déficit primário, com a dívida bruta e precisando manter a trajetória de crescimento;
A gestão do Haddad foi apelidada nas redes sociais de “Taxad”, refletindo o aumento da carga tributária sobre o consumo geral e serviços digitais.
No entanto, o governo também promoveu medidas de isenção, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Em resumo, o período pós-Haddad é caracterizado por um aumento da carga tributária para tentar equilibrar a Politica Fiscal do governo (“recomposição”), na tentativa de manter um crescimento econômico moderado e focando na aprovação de reformas estruturais.
Como especialistas em tributação no Brasil, a Unafisco Nacional, se manifestou assim “a reforma trará um alívio tributário real para rendimentos até R$ 7.350, mas mantém o peso da injustiça fiscal sobre a classe média tradicional, especialmente para quem ganha acima desse limite, uma vez que não corrige a defasagem acumulada da tabela do IR para as faixas intermediárias e superiores”.
Contudo, a tributação sobre a renda no Brasil em 2026 foca na ampliação da isenção para salários de até R$ 5 mil mensais e na implementação de tributação sobre altíssimas rendas, apesar de ser progressiva, o sistema ainda sofre com distorções que fazem com que o topo da pirâmide pague proporcionalmente menos que a classe média, persistindo com as desigualdades.
E, assim a Carga Tributária bruta no PIB do Brasil atingiu 32,2%, evidenciando uma alta pressão tributária na produção geral, com foco em impostos federais e estaduais (como ICMS e PIS/COFINS).
O sócio do IW Melcheds Advogados, Erlan Valverde, especialista em Direito Tributário, “aprova o alívio proporcionado para a base da pirâmide, mas destaca que a reforma aumenta a pressão sobre empresas e “quem produz””.
A sociedade brasileira sabe que desde a última década, o Brasil vem passando por uma crise política ideológica sem precedentes, com revelação de uma corrupção institucionalizada por parte das autoridades “republicanas” encasteladas no poder desse regime esquerdista. E o Contribuinte brasileiro tem a sensação e comprovados fatos que o dinheiro que contribuem pagando impostos para o governo, não retorna exatamente o maior volume recolhido, causado pelo processo de corrupção generalizado no governo. Também, se sabe que cargos públicos e políticos nos diversos padrões têm sido assumidos não com o propósito da geração do bem-comum, mas sim de interesses individuais para arrecadação ilícita ou privilegiada de dinheiro de público.
Então, outro fator da carga tributaria brasileira que deixa a impressão que o contribuinte paga mais tributos por menos serviços prestados (infraestrutura, saúde, educação, segurança, habitação, etc) é o fato de que o montante total arrecadado pelo Estado fica, em grande maioria, nas mãos do Governo Federal e não é repassado para os locais onde as políticas públicas efetivamente acontecem – no caso do Brasil, os municípios.
Ainda o brasileiro verá novos e mais rombos desse governo deixado pelo Haddad, como o maior endividamento das famílias e rombos como da Lei Rouanet de acordo com o TCU (tribunal de Contas da União).
(*) Economista (UFAM), Engenheiro (UFAM), Administrador (UFAM), Mestre em Economia (FGV), Doutor em Economia (UNINI-Mx), Pesquisador Sênior (CEA), Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]















