Como poderíamos imaginar que a Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2026 seria um sucesso e uma lição para todas as nações do planeta. Afinal os três países, sedes da competição, têm hábitos e costumes diferentes, os mexicanos possuem uma torcida mais vibrante e com presença forte nos estádios. A boa surpresa veio dos canadenses e dos norte-americanos, os seus jogos lotaram os estádios. Jogaram com amor à camisa e ao país.
Bons tempos aqueles em que os jogadores brasileiros lutaram com garra pela conquista inédita da copa de 1958 na Suécia. Seleção imbatível com Garrincha, mestre Didi, Vavá e Pelé ― que entraram no lugar de Mazzola e Dida ― , além de Zagallo, nosso formiguinha. E ainda os títulos de 1962, 1970, 1994 e 2002.
Nas últimas edições da Copa de Futebol, a força dos patrocinadores invadiu os clubes e estes foram se acostumando com os cofres cheios de dinheiro, e sem patrocínio nenhuma equipe de futebol amador ou profissional sobrevive. E os jogadores talentosos foram desaparecendo do Brasil, é difícil resistir às ofertas milionárias dos clubes estrangeiros.
Os jovens jogadores que foram jogar em clubes estrangeiros compraram casas, carros e artigos de luxo. Será que o dinheiro esfriou o amor pela camisa da seleção brasileira? É bom lembrar que a gratidão é a semente do bom caráter.
E os muitos que continuam no futebol amador e em clubes de várzea brasileiros, como será o futuro deles, afinal no futebol poucos chegam ao topo e muitos chegam ao poço.
Infelizmente, nem todos amam o Brasil, mas existem muitos jogadores que amam a camisa do clube que defendem, notadamente os que jogam no Brasil. Infelizmente, a maior parte dos jogadores da seleção não honram a camisa, com exceção de Paquetá, já fora da Copa. Assim, temos uma distância entre a seleção de Ancelotti e aquela que o povo brasileiro desejava.















