Em julho, o preço da cesta básica de Manaus apresentou redução de 1,51% em relação ao mês anterior, ficando em R$ 233 segundo pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Apesar disso, os manauenses ainda possuem a terceira cesta básica mais cara dentre as 17 capitais participantes da pesquisa, atrás apenas de São Paulo (R$ 239,38) e Porto Alegre (R$ 237,67).
Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a cesta custava R$ 215,43, a capital amazonense foi a segunda cidade de maior aumento, com 8,16%. Goiânia ficou em primeiro lugar nesse quesito, com uma elevação de 9,96% nos preços.
Em julho, seis produtos apresentaram redução nos preços. O tomate foi o produto com a maior redução, apresentando queda de 9,07%. Em seguida veio o açúcar, com queda de 6,67%; a banana, com -2,38%; o arroz, com -2,46%; a farinha, com -1,62%; e a carne, com -0,55%.
Os outros produtos essenciais apresentaram aumento. O preço do feijão encareceu 11,36%; da manteiga, 5,90%; do café em pó, 2,58%; do leite, 1,76%; do óleo de soja, 1,36%; e do pão francês, 0,96%.
De acordo com o Dieese, um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em julho, 49,66% de seu rendimento líquido com aquisição de alimentos básicos, ou seja, R$ 469,20.
Segundo o departamento, para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o mesmo que um adulto), a alimentação básica custou R$ 699 durante o mês de julho, um valor que equivale a 1,37 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 510. No mês anterior, o preço da cesta básica para esta mesma família foi de R$ R$ 709,71, quando a despesa na compra de uma cesta era de R$ 236,57.
Esta redução nos preços alimentícios tem interferido consideravelmente no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que teve queda de 0,09% no mês de julho, ante inflação de 0,19% em junho, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para a economista e supervisora técnica do escritório regional do Dieese em Manaus, Alessandra Cadamuro, a capital só não deixou de possuir uma das cestas básicas mais caras do país porque a redução tem sido uma tendência generalizada, que atinge todas as outras capitais.
“A deflação aparece na cesta básica do manauense. Entretanto, como a cidade foi uma das últimas capitais a apresentar diminuição nos preços, estando em seu segundo mês enquanto os outros já estão no terceiro ou quarto, não há como ter mudança no ranking, já que todas as outras capitais também mantêm esta queda”, explicou.
Salário Mínimo
Para calcular o valor estimado do salário mínimo necessário para a aquisição da cesta básica, o Dieese utiliza o preço apurado mais elevado, que no mês de julho foi em São Paulo.
O mais baixo salário calculado, conforme a entidade, deveria ser de R$ 2.011,03, o que corresponde a 3,94 vezes o mínimo em vigor. Para isso, o Dieese leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo tem que suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Estes valores são menores que os apurados para junho, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.092,36. Entretanto, em julho de 2009, o departamento calculava o valor necessário em R$ 1.994,82 para o salário mínimo.







