Deputada sai em defesa dos camelôs

Em: 6 de agosto de 2010
Os camelôs, segundo a deputada, ficarão numa “situação temerária”, sem nenhuma garantia de permanência no novo local de trabalho, por conta da possibilidade de a Justiça determinar que a área do porto de Manaus retorne para a União
Os camelôs, segundo a deputada, ficarão numa “situação temerária”, sem nenhuma garantia de permanência no novo local de trabalho, por conta da possibilidade de a Justiça determinar que a área do porto de Manaus retorne para a União

A deputada Vera Lúcia Castelo Branco (PTB) afirmou, em discurso na Assembleia Legislativa, que participa do movimento de camelôs que não aceitam a transferência para um shopping (camelódromo, projeto da Prefeitura de Manaus), inclusive porque sequer foram consultados sobre a mudança. Ela informou que ainda hoje, às 17h estará presente na manifestação promovida por esses trabalhadores.
Os camelôs, segundo a deputada, ficarão numa “situação temerária”, sem nenhuma garantia de permanência no novo local de trabalho, por conta da possibilidade de a Justiça determinar que a área do porto de Manaus retorne para a União. “Por isso vou me aliar ao movimento dos camelôs. Eles não têm garantia nenhuma de permanecer no local (shopping). É uma situação temerária.
Eles saem hoje, depois a justiça determina que o Porto vai para a União. E aí, como eles ficam? Eles contribuem para a economia do nosso Estado, não são pedintes”, afirmou Vera Lúcia, que é do mesmo partido do prefeito Amazonino Mendes e única representante da sigla dentre os 24 parlamentares da Casa. Vera Lúcia defende que o assunto seja amplamente discutido em audiências públicas, tanto na Câmara Municipal de Manaus quanto na própria Assembleia Legislativa. É preciso, insistiu Vera Lúcia, que um patrimônio público, o Porto de Manaus, não sofra prejuízo e nem os trabalhadores camelôs.
Ainda de acordo com Vera Lúcia, há nove anos a deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) entrou com uma ação até hoje tramitando na Justiça, para que nada seja construído na área do Porto de Manaus. Igualmente a Antac (Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído) entrou com uma ação “para impedir que sejam concluídas essas obras do porto privatizado, porque é um patrimônio da humanidade, não pode ser privatizado”, declarou Vera Lúcia.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar