A inadimplência dos consumidores brasileiros deve se estabilizar até o início de 2011, segundo a Serasa Experian, empresa especializada em análise de crédito. O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor, permaneceu em 94,6 em agosto, o mesmo patamar de julho. O indicador busca antever, com seis meses de antecedência, as oscilações da inadimplência entre os consumidores.
Para os economistas da Serasa, a estabilidade sinaliza que a inadimplência do consumidor tende a se estabilizar, pelo menos até o início de 2011. Os analistas afirmam ainda que eventuais elevações do nível de inadimplência dos consumidores não seriam suficientes para reverter a atual trajetória de crescimento do crédito às pessoas físicas.
Massa de rendimentos
No documento de divulgação do indicador, os economistas destacam que o aumento do emprego e dos salários tem conseguido neutralizar, pelo menos em parte, as pressões sobre os níveis de inadimplência dos consumidores, decorrentes de uma trajetória de expansão do crédito bem superior à massa de rendimentos.
“Cabe ainda lembrar que o pagamento do 13º salário, que ocorre a partir da segunda metade do 4º trimestre, constitui-se também num elemento de mitigação da inadimplência dos consumidores, pelo menos no curto prazo”, assinalaram, no texto da pesquisa.
Entre as pessoas jurídicas, o indicador de perspectiva de inadimplência recuou 2,4% em agosto ante julho e atingiu o patamar de 91,4. Este é o 16º recuo mensal seguido. “A retomada de um ritmo de crescimento mais acelerado da economia brasileira, após a desaceleração observada durante o segundo trimestre de 2010, aliada à interrupção do aperto monetário (aumento da taxa básica de juros) por parte do Banco Central, vem favorecendo a geração de caixa das empresas e, desta forma, contribuindo para a diminuição de seus níveis de inadimplência”, pontuaram.
Este cenário, conforme os especialistas, deverá ainda prevalecer ao longo dos próximos meses, colaborando para a continuidade de recuos graduais dos níveis de inadimplemento das empresas, observam os economistas da Serasa Experian.







