Consultoria aponta alta de 11,4% para o setor

Em: 16 de novembro de 2010
A alta de 0,4% das vendas do varejo em setembro ante agosto mostrou expansão do setor de 3,4% no terceiro trimestre na margem, ante alta de 0,2% no segundo trimestre relativa ao anterior, comentou o economista da Tendências Alexandre Andrade
A alta de 0,4% das vendas do varejo em setembro ante agosto mostrou expansão do setor de 3,4% no terceiro trimestre na margem, ante alta de 0,2% no segundo trimestre relativa ao anterior, comentou o economista da Tendências Alexandre Andrade

A alta de 0,4% das vendas do varejo em setembro ante agosto mostrou expansão do setor de 3,4% no terceiro trimestre na margem, ante alta de 0,2% no segundo trimestre relativa ao anterior, comentou o economista da Tendências Alexandre Andrade. Tal resultado reforça sua estimativa de que as vendas devem avançar 11,4% neste ano, acima da alta de 5,9% em 2009. Para 2011, ele projeta um avanço do indicador de 7,1%, com um aumento do PIB, previsto por ele, de 4,8%.
Conforme Andrade, a média móvel trimestral das vendas de varejo em setembro apresentou alta de 1,01%, não muito distante da elevação de 1,2% de agosto e 1,1% em julho. Essas marcas são superiores à registrada no segundo trimestre, pois apresentou alta de 0,1% em abril, elevação de 0,2% em maio e queda de 0,2% em junho. “A evolução das vendas de varejo no terceiro trimestre ante a registrada nos primeiros três meses deste ano está relacionada especialmente ao aumento da renda da população e o bom nível de emprego”, comentou.
Para o economista, as importações justificam em parte o bom ritmo das vendas de varejo enquanto a produção industrial apresenta um desempenho modesto. A fabricação dos manufaturados registrou alta de 2,9% no primeiro trimestre, na margem, enquanto subiu 1,2% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores e caiu 0,5% entre julho e setembro, também na margem. Contudo, ele acredita que o principal fator que explica a desaceleração da atividade das fábricas no país nos últimos seis meses é o acúmulo de estoques das empresas.
“A expectativa de muitos empresários de que as vendas de seus produtos seriam fortes neste ano talvez tenha gerado estoques em excesso que ainda não foram equacionados”, comentou Alexandre Andrade. Segundo ele, dirigentes de empresas podem ter elevado a produção em demasia, pois desejaram aproveitar oportunidades, como a compra de parcela de componentes no exterior a fim de aproveitar o câmbio valorizado. Para ele, os importados permitirão um crescimento da absorção doméstica de 10% neste ano, marca superior ao avanço previsto por ele para o PIB de 7,2%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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