Real valorizado é maior obstáculo, destaca CNI

Em: 15 de dezembro de 2010
Em relação ao setor externo, a Confederação Nacional da Indústria elevou de US$ 192 bilhões em setembro para US$ 198 bilhões projeção para o volume de exportações do ano
Em relação ao setor externo, a Confederação Nacional da Indústria elevou de US$ 192 bilhões em setembro para US$ 198 bilhões projeção para o volume de exportações do ano

Em relação ao setor externo, a Confederação Nacional da Indústria elevou de US$ 192 bilhões em setembro para US$ 198 bilhões projeção para o volume de exportações do ano. Para 2011, a CNI espera que o Brasil exporte US$ 228 bilhões. A previsão para as importações subiu de US$ 180 bilhões para US$ 183 bilhões em 2010, e para o ano que vem a projeção é de importações num volume recorde de US$ 224 bilhões.
A previsão da CNI para o deficit em conta corrente ficou em US$ 50 bilhões para 2010 e em US$ 70 bilhões para 2011.

Dificuldades competitivas

Para a entidade empresarial, o real valorizado é um dos principais responsáveis por dificuldades competitivas da indústria, que limitaram um crescimento ainda mais forte do setor no ano. Segundo o documento em que fez um balanço do ano e apresentou projeções para 2011, o “forte ritmo de expansão do investimento e do consumo não tem alcançado na mesma intensidade a produção da indústria de transformação”.
A questão cambial precisa ser revertida, diz a entidade, que admite que a discussão não é trivial. Enquanto o real valorizado favorece o controle da inflação e o acesso a bens e insumos importados, também viabiliza a absorção da poupança externa, levando-se em conta a baixa taxa de poupança da economia brasileira.
Nessa situação, a CNI vê como provável a elevação da taxa básica de juros para segurar a aceleração da inflação, o que, somado ao câmbio, cria uma situação ainda mais desconfortável para a competitividade das manufaturas brasileiras no comércio internacional. Os empresários da indústria temem que essa situação também ocorra no mercado interno, com a entrada cada vez mais forte de produtos de ou­tros países.
Para reverter a situação, a Confederação Nacional da Indústria cobra a retomada da agenda de competitividade, que é considerada “crucial” para o longo prazo. No documento distribuído ontem à imprensa, a entidade pede a revisão do tripé macroeconômico (meta de inflação, câmbio flutuante e metas fiscais) com a adoção de ajustes fiscais que reduzam a pressão sobre a política monetária.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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