Durante reunião de diretoria da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) da semana passada, o presidente da entidade, José Roberto Tadros, levantou o tema “Novo Refis” (programa de parcelamento de débitos tributários).
O empresário aponta algumas das principais causas do elevado número de empresas inscritas na dívida ativa da União. “As razões para a grande quantidade de empresas em débito se deve à desarrumação na economia durante um longo período, crise do petróleo, inflação galopante nos governos Geisel e Figueiredo e o recrudescimento da escalada inflacionária no governo Sarney, que chegou ao alarmante nível de 86% ao mês”, frisou.
Tadros destacou ainda as altas taxas de juros, a redução da liquidez das empresas, a “concorrência desleal” de outros países (como a China) e a dívida interna pública crescente (que estimularia o aumento da taxa de juros e a redução da demanda) como motivos para os débitos das empresas.
O presidente da Fecomércio/AM sugere como solução de curto prazo um novo Refis, com abrangência municipal e estadual . “Creio que essa seja uma solução possível de ser pleiteada, forçando o debate deste tema vital para toda a sociedade pelos poderes Executivo e Legislativo. A diretoria da Fecomércio já está preparando um documento e vamos encaminhá-lo”, salientou.
O dirigente concorda que o governo federal instituiu um novo Refis com benefícios atraentes, que superam qualquer outro programa de parcelamentos já concedido pela União. Mas, segundo Tadros, a iniciativa de nada valerá se não houver abrangência de Estados e municípios. “Não podemos esquecer que são as empresas que geram emprego, renda e tributos”, asseverou o presidente da Fecomércio/AM.
O dirigente lembrou que parte dessas inovações do Refis ligadas ao comércio e serviços foram pedidos feitos através da CNC (Confederação Nacional do Comércio).
Segundo o diretor da Fecomércio/AM, o advogado Hildeberto Correa Dias, entende-se que a portaria conjunta representa uma forma de consolidação dos programas de refinanciamento anteriormente editados, sendo, portanto, do maior interesse do empresariado local.
O assessor econômico da Fecomércio/AM, José Fernando Pereira da Silva, disse que o Novo Refis é uma maneira de fortalecer a atividade econômica proporcionando ao empresariado a possibilidade de parcelar seus débitos sem prejuízo de suas atividades.
A Fecomércio/AM alerta aos empresários do Amazonas quanto ao prazo do Novo Refis, que é de 1º a 31 de março.
Fecomércio/AM defende participação de Estados e municípios
Em: 28 de fevereiro de 2011
Durante reunião de diretoria da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas) da semana passada, o presidente da entidade, José Roberto Tadros, levantou o tema “Novo Refis”
Redação
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